Vinicius de Moraes (Brasil) – Soneto da Fidelidade

por Fernando Lopes

Soneto da Fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

 

Este famoso soneto de Vinicius de Moraes, foi escrito no Estoril, em outubro de 1939, e publicado no livro Poemas, Sonetos e Baladas em 1946.

Vinicius de Moraes (Rio de Janeiro, em 19 de outubro de 1913 – Rio de Janeiro, 9 de julho de 1980). Foi poeta, dramaturgo, jornalista, diplomata, cantor e compositor musical.

Vinicius, poeta essencialmente lírico, o que lhe renderia o apelido de “Poetinha” – que lhe teria sido atribuído por Tom Jobim, notabilizou-se pelos seus sonetos.

Conhecido como um boémio inveterado, fumante e apreciador do uísque, era também conhecido por ser um grande conquistador. O poetinha   casou-se nove vezes ao longo de sua vida.

A sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. Ainda assim, sempre considerou que a poesia foi sua primeira e maior vocação, e que toda sua atividade artística deriva do fato de ser poeta.

No campo da música, Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Chico Buarque e Carlos Lyra foram os seus principais parceiros.

 

(Fonte: Wikipédia) https://pt.wikipedia.org/wiki/Vinicius_de_Moraes

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