Universidade de Teatro e Cinema de Budapeste – Greve e bloqueio dos alunos continua

por LMn

Os Alunos da Universidade de Teatro e Cinema de Budapeste prosseguem a sua greve e rejeitaram uma ordem da nova liderança da universidade, para desocupar os edifícios do campus central nas ruas Vas e Szentkirályi em pleno centro de Budapeste.

Os representantes dos alunos disseram em conferência  de imprensa que também rejeitaram que a nova administração nomeada, antecipasse as férias de outono e disseram que apenas sairiam de férias entre 22 e 28 de outubro, conforme programado originalmente. Acrescentaram que os alunos iriam recorrer aos tribunais para “modificar a ordem sobre o ano letivo”, decisão de um dos novos vice-reitores, cuja nomeação consideram ilegítima.

Segundo os alunos, Gábor Szarka, o recém-nomeado chanceler da universidade, não tem poder legal para tomar a decisão de desocupar os edifícios pertencentes à universidade, porque “a decisão é uma declaração de intenção política de silenciar os alunos”. Segundo os estudantes, o chanceler nomeado “abusa de seus poderes, ameaçando suspender salários ilegalmente e cortar serviços de internet (fora do campus)”.

Os alunos juraram proteger e guardar “cada sala” do campus e continuar o bloqueio até que a autonomia universitária seja restaurada.

De acordo com reportagens da imprensa no início do dia, os alunos foram informados pela nova liderança da universidade para desocupar as instalações  da universidade até as 18h de sexta-feira e de começar suas férias de outono mais cedo do que o programado. A ordem não foi respeitada e a ocupação continua.

O chanceler Gábor Szarka disse à imprensa que atualmente “não há líder na unidade para controlar a situação e tomar decisões”. Prosseguiu dizendo que “é preciso algum tempo para que todos se acalmem”. “Os alunos precisam sair desse estado psicótico, ir para casa, conversar com os pais, se acalmar e tomar outras decisões que não as relativas a movimentos contra sua própria universidade”, disse ele.

Szarka disse ainda que “os alunos podem decidir continuar com o bloqueio, mas a questão é contra quem” e acrescentou que os novos dirigentes da universidade “só entrariam (no campus) se fossem convidados para reuniões”.

Enquanto isso, os professores da universidade condenaram a ordem de evacuação em um comunicado, dizendo que o chanceler e o novo vice-reitor estavam a usar a pandemia de coronavírus “como uma desculpa esfarrapada” para fazer os alunos desistirem do bloqueio. A nova gestão havia anteriormente acusado os manifestantes de impedirem o normal funcionamento da universidade e o ensino no campus, enquanto agora, antecipando e estendendo as férias de outono “eles proibiram os cursos por completo”, lê-se  no comunicado assinado pelos professores.

A liderança anterior da universidade anunciou a sua renúncia em 31 de agosto, dizendo que a fundação que assumiu a universidade em 1º de setembro por meio de um decreto governamental, os privou de “todos os poderes essenciais”. Os estudantes isolaram o prédio principal da universidade e os funcionários entraram em greve em protesto contra o novo conselho e novos diretores cujas nomeações consideraram ilegítimas.

Fonte: MTI/Hungary Today

Foto: Da página do Facebook dos Estudantes de Teatro e Cinema de Budapeste

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