Uma pitada de português – para aprendentes da língua (Egy csipetnyi portugál – nyelvtanulóknak)

por Eszter Gelencsér

Um conto com linguagem adaptada ao nível A2, nomes de animais e expressões idiomáticas sobre animais

Mese könnyített olvasmányként (A2), állatnevek és szólások állatnevekkel

A Raposa e o Cavalo

A róka és a ló

Versão original Versão adaptada (A2)
Era uma vez um camponês que possuía um cavalo que trabalhara sempre com a maior dedicação, mas o pobre animal ficara velho e imprestável, e o seu dono não queria mais alimentá-lo. Um belo dia, disse- lhe:
– Agora já não tens mais utilidade para mim; eu, porém, gosto de ti. Se tiveres ainda força suficiente para me trazeres um leão, ficarei contigo. Mas, por enquanto, tens de ir-te embora e desocupar a cocheira! – Com isso, tocou-o para o pasto.
Era uma vez um camponês que tinha um cavalo que trabalhava muito. Quando o cavalo ficou velho e já não podia trabalhar, o seu dono não queria dar-lhe mais comida. Um belo dia disse-lhe:

– Agora que ficaste velho e não podes trabalhar para mim, vai-te embora para o campo! Só podes ficar cá em casa, se trazes um leão. –  E mandou embora o cavalo.

O cavalo ficou muito triste e encaminhou-se para a floresta, a fim de se abrigar do temporal, e lá encontrou a raposa, que lhe dirigiu a palavra:
– Por quê é que andas assim, a esmo, triste, de cabeça baixa?
– Ah, – respondeu o cavalo – avareza e fidelidade não moram juntas! Meu patrão esqueceu os serviços que lhe prestei durante tantos anos e, agora, porque não posso mais puxar o arado com a mesma rapidez, resolve; privar-me do alimento e enxotou-me de casa.

Sem uma palavra de consolação? – perguntou a raposa.
– A consolação foi magra: disse-me que, se ainda tiver forças para lhe levar um leão, ficará comigo, pois bem sabe que não posso fazer tal coisa.
– Eu te ajudarei; – disse a raposa, – basta que te deites esticado no chão sem te mexeres, como se estivesses morto.

O cavalo ficou muito triste e foi para a floresta, para se proteger do mau tempo, e lá encontrou a raposa, que lhe perguntou:

– Porque é que andas tão triste, de cabeça em baixo?

– Ah, – respondeu o cavalo – O meu patrão esqueceu que eu trabalhei para ele durante tantos anos. Agora, como fiquei velho e já não posso trabalhar mais, decidiu não me me dar mais comida e mandou-me embora.

– Sem te dizer uma boa palavra? – perguntou a raposa.

– Apenas me disse para lhe levar um leão para poder ficar em casa dele. Mas ele sabe muito bem que não posso fazer tal coisa.

– Eu vou-te ajudar – disse a raposa, – deita -te no chão sem te mexeres e finge que estás morto.

 

 

 

O cavalo fez o que lhe sugeria a raposa; enquanto isso ela foi ter com o leão, que tinha o antro ai perto, e disse-lhe:
– Perto daqui há um cavalo morto; vem comigo e terás um farto almoço.
O cavalo deitou-se e fez o que a raposa lhe disse. Entretanto, a raposa foi ter com o leão, que tinha a toca perto, e disse-lhe:

– Perto daqui há um cavalo morto, vem comigo e terás um grande almoço.

 

O leão seguia-a e, quando se aproximaram do cavalo, a raposa disse:
– Aqui não terás a necessária comodidade para comê-lo. Sabes de uma coisa? amarrá-lo-ei pelo rabo à tua perna, assim poderás arrastá-lo, facilmente, para a tua toca e lá o comerás tranquilamente.
O leão achou ótima a ideia. Então a raposa pegou o rabo do cavalo e com ele amarrou, fortemente, as patas traseiras do leão; amarrou tão bem que não havia força capaz de desamarrá-lo. Findo o trabalhou, deu uma pancadinha nas costas do cavalo, gritando:
– Upa, meu alazão; puxa, puxa!
O leão seguiu a raposa e, quando se aproximaram do cavalo, a raposa disse:
– Aqui não consegues comer tranquilamente o cavalo. Sabes uma coisa? Vou amarrá-lo pelo rabo à tua perna, assim vais arrastá-lo facilmente para a tua toca e lá vais comê-lo tranquilamente.
O leão achou que era ótima ideia. Então a raposa pegou no rabo do cavalo e com ele amarrou, fortemente, as patas traseiras do leão. Amarrou tão bem que não era possível desamarrá-las. Quando acabou o trabalho, deu uma pancadinha nas costas do cavalo, e gritou:
– Upa, meu cavalo, puxa, puxa!
Então o cavalo de um salto pôs-se de pé e foi arrastando o leão; este começou a rugir tão espantosamente que repercutiu por toda a floresta, assustando os pássaros que fugiram voando de seus ninhos. O cavalo não se importou e deixou-o rugir à vontade.
Embora com alguma dificuldade, foi puxando-o e arrastando-o através dos campos, até à porta da casa do seu amo.
Ao deparar com aquilo, o camponês disse ao cavalo:
– Podes ficar aqui comigo para sempre e nada te faltará.
Depois deu-lhe comida com fartura e tratou-o bem até ele morrer.

 

Então o cavalo levantou-se e arrastou o leão, este começou a rugir tão fortemente que, assustou os pássaros da floresta que até dos seus ninhos fugiram. O cavalo não se importou e deixou-o rugir à vontade.
Embora com alguma dificuldade, o cavalo puxou o leão e arrastou-o através dos campos, até à porta da casa do seu patrão.
Quando o camponês viu, disse-lhe:
– Podes ficar aqui comigo para sempre e nada te vai faltar.
Depois deu-lhe muita comida e tratou-o bem até o cavalo morrer.

 

 

Conheces o nome destes animais em português?

Ismered ezeknek az állatoknak a nevét portugálul?

o cavalo
a raposa róka
o leão oroszlán
o cão kutya
o texugo borz
o rato egér
o pato kacsa
o burro szamár
o lobo farkas
a lebre nyúl

 

Szólások állatnevekkel:

Conheces estas expressões idiomáticas sobre animais?

ter fome de cão – kutyaéhes Magyarul: farkaséhes.

 

gordo como um texugo – kövér, mint a borz

teimoso como um burro – makacs, mint a szamár

calado como um rato – Olyan csöndben van, mint egy egér

caiu que nem um patinho – szó szerint: leesett, mint egy kiskacsa. Jelentése: becsapták.

comprar gato por lebre – szó szerint: macskát vett nyúl helyett. Jelentése: becsapták, rossz vásárt csinált, sokat fizetett egy értéktelen dologért

 

 

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