Uma pitada de português – para aprendentes da língua (Egy csipetnyi portugál – nyelvtanulóknak) – 18

por Eszter Gelencsér

A calçada portuguesa e o rinoceronte

A portugál kőburkolat és az orrszarvú

Adaptado ao nível B1 com vocabulário

Könnyített olvasmány (B1-es szint) szószedettel

Como leu no artigo de 21 de março, a calçada portuguesa é candidata a Património Cultural Imaterial Nacional.  O objetivo final é, a curto prazo, apresentar na UNESCO uma candidatura da calçada portuguesa a Património Cultural Imaterial da Humanidade, à semelhança daquilo que sucedeu com o fado.

Por falar em calçada portuguesa, sabe que tem na sua origem um rinoceronte?

Tudo começou no início do século XVI, quando D. Afonso de Albuquerque navegando as Índias decidiu trazer um animal exótico que não era conhecido em Portugal: um rinoceronte.

Ofereceu-o ao então rei D. Manuel I que ficou maravilhado com o presente.

Ao rinoceronte branco deram-lhe o nome de ‘Ganga’.

Em janeiro, no dia do aniversário do rinoceronte realizava-se um enorme cortejo que saia às ruas de Lisboa exibindo as novas riquezas chegadas do oriente. Nesse cortejo não poderia faltar Ganga, ricamente ornamentada. D. Manuel ordenou calcetar as ruas por onde a comitiva passava para o rinoceronte não se sujar de lama nem os membros do cortejo. Sendo a única vez no ano em que o rei se mostrava à população vem daí a expressão: Quando o rei faz anos…

Com início na Rua Nova dos Mercadores, foi utilizado granito vindo do Porto. O transporte do granito tornou o trabalho ainda mais dispendioso para os cofres do reino, mas o rinoceronte merecia.

Surgia assim a calçada à portuguesa, mais irregular que a conhecemos hoje.

Posteriormente, o terramoto de 1755 destruiu grande parte da cidade e com ela as suas ruas calcetadas. Só em 1842 Lisboa voltaria a ver uma calçada reconstruída, desta vez com pedras de calcário, geralmente brancas e pretas, material abundante na região. Deste modo, aplicavam-se pedras praticamente cúbicas, que é como se conhecem hoje em dia e em todo o mundo por onde Portugal deixou marcas, a calçada portuguesa.

Quanto ao rinoceronte Ganga, chegou a viver algumas peripécias em solo português, entre elas, uma luta idealizada pelo rei numa espécie de ringue frente a um elefante. Segundo reza a história, nem houve luta, pois o elefante fugiu ao ver o rinoceronte.

Mas entre estas e outras aventuras o rinoceronte permaneceu no país até que o rei D. Manuel decidiu oferecê-lo como presente ao Papa Leão X. Só que pobre animal infelizmente nunca viu o seu novo dono, pois morreu num naufrágio durante a viagem.

Mesmo assim o Ganga foi imortalizado, encontrando-se representado numa das guaritas da Torre de Belém e também no Mosteiro de Alcobaça, onde existe uma representação naturalista do animal de corpo inteiro no Claustro do Silêncio.

 

Fonte: https://pt.toluna.com/opinions/3694243/A-cal%C3%A7ada-portuguesa,-deve-se-a-um-Rinoceronte

 

Vocabulário – szószedet

 

a calçada apró kövekből
álló kőburkolat
irregular

 

szabálytalan
suceder történik destruir

 

elpusztít
a origem a kezdet, eredet calcário

 

a mészkő
oferecer ajándékoz abundante bőséges
o cortejo

 

menet, udvartartás cúbico

 

kocka alakú
exibir

 

megmutat, fitogtat hoje em dia

 

manapság
ornamentar díszít peripécia

 

a kaland, esemény
a comitiva

 

a kíséret fugir

 

elfut, elmenekül
dispendioso

 

költséges o naufrágio

 

hajótörés
o cofre

 

a kincstár a guarita

 

őrtorony
merecer

 

megérdemel  

 

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