OCDE. Um relatório devastador sobre a educação húngara: em poucos lugares os professores são tão castigados

por LMn

OCDE: A situação dos professores húngaros é uma das piores, quer entre os países da OCDE, quer da União Europeia.

(OCDE. Lesújtó jelentés a magyar oktatásról: kevés helyen büntetik ennyire a tanárokat)

De acordo com um relatório recentemente publicado e divulgado pelo portfólio.hu,  os professores húngaros ganham 30% menos do que as pessoas que trabalham em áreas diferentes com um diploma universitário. Segundo esses dados, a Hungria é o único país europeu onde um professor precisa trabalhar mais e por mais tempo para que possa ganhar um salário razoável.

Como se pode ler no artigo do Portfólió, não há outro país com tão grande problema e diferença no que diz respeito à situação e situação financeira dos professores. O novo relatório da OCDE revelou que os professores de jardim de infância e do ensino médio na Hungria ganham 61% do salário médio de uma outra pessoa com curso universitário e que trabalha noutra área de atividade profissional. No ensino básico a diferença é de 66%, mas em algumas escolas pode até chegar a 70%.

Com esses dados, a situação só é pior na República Checa e nos Estados Unidos, tornando a Hungria o terceiro país com pior salário para professores.

Na Hungria, o salário dos professores é altamente influenciado pela idade, educação, experiência e tipo de instituição educacional.

A OCDE escreve que professores de jardins de infância e escolas primárias ganham US $ 27.000 por ano e é de US $ 28.000  (PPC –Paridade dos Poderes de Compras) para professores de liceu que ensinam crianças mais velhas (15-18 anos). O relatório sublinha que um professor precisa trabalhar e competir no mercado de trabalho durante  42 anos para atingir um valor razoável de salário. Na Austrália, Nova Zelândia ou Escócia, isso é de apenas 8 anos.

Os professores húngaros geralmente passam 1.318 horas por ano em jardins de infância, 652 horas/ano em escolas primárias e 648 horas/ano no ensino secundário. A OCDE já antes e várias vezes sugeriu, tal como agora o fez, que poderia ser mais fácil corrigir estes números e chegar à média dos países da UE encurtando as férias de verão das escolas, pois a Hungria é um dos poucos países onde este período é muito longo em comparação com outros estados membros.

Fonte: www.portfolio.hu

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