UE financia mais de 450 casas de banho em bairros pobres da Praia

por LMn | Lusa
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Um projeto financiado pela União Europeia (UE) vai permitir construir ou reabilitar mais de 450 casas de banho dos bairros mais pobres da Praia, segundo dados do concurso lançado pela autarquia da capital cabo-verdiana.

De acordo com o edital do concurso, consultado hoje pela Lusa, as intervenções serão feitas nos bairros do Alto da Glória, Simão Ribeiro, Achada Grande Frente, Tira-Chapéu, Castelão, Safende e Eugénio Lima, prevendo a reabilitação de 311 casas de banho e a construção de 145 novas ao abrigo do projeto “Praia + Inclusiva”, que resulta ainda de uma parceira com a autarquia de Madrid, Espanha.

O projeto, segundo a Câmara da Praia, visa promover a inclusão social das cidades pela ampliação do acesso a serviços básicos de distribuição de água e esgotos, bem como as ligações internas, num projeto piloto de construção de casas de banho para os agregados mais pobres.

As obras terão de ser concluídas em 90 dias e a escolha das empresas que irão realizar os trabalhos está prevista para o mês de março.

O Governo cabo-verdiano aprovou em janeiro a Estratégia Nacional para a Erradicação da Pobreza Extrema até 2026, situação em que se encontram quase 12.200 famílias no arquipélago.

“É uma estratégia transversal que impõe uma responsabilidade também para os vários setores e é uma estratégia que pretende, acima de tudo, reforçar o sistema de proteção social focalizando no aumento da cobertura dos programas sociais e da transferência de rendimento”, explicou anteriormente a ministra da Presidência do Conselho de Ministros, Janine Lélis.

A Estratégia Nacional para a Erradicação da Pobreza Extrema até 2026 “define as ações estratégicas necessárias”, como a “expansão do rendimento social de inclusão” e apoios diretos às famílias com crianças.

“Vai-se também utilizar o mecanismo da promoção da inclusão produtiva através das medidas de formação e apoio à criação do próprio negócio para os adultos e ainda expandir a cobertura da pensão social”, enumerou.

“Cerca de 13,1% da população cabo-verdiana vive na condição de extrema pobreza, considerando que são pessoas que têm menos do que o que corresponderia a 135 escudos [1,20 euros] por dia para a satisfação das suas necessidades básicas”, explicou a ministra.

Acrescentou que os dados atuais “apontam para a existência de 12.184 agregados familiares a viver em extrema pobreza”.

“As crianças representam cerca de 37% daquelas que estão nesta situação de extrema pobreza”, sublinhou.

PVJ // VM

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