Treinadores húngaros no futebol português

por LMn

por João Amendoeira Peixoto (*)

O futebol é das modalidades desportivas que mais adeptos movimenta em todo o mundo, inclusive em Portugal e na Hungria.

Convido o leitor a realizar uma pesquisa sobre treinadores húngaros nos três grandes portugueses e irá constatar que o Futebol Clube do Porto teve cerca de oito, o Sport Lisboa e Benfica cinco e o Sporting Clube de Portugal quatro.

Este número invulgar de treinadores húngaros no futebol português poderá estar relacionado com acontecimentos históricos do velho continente, no entanto, é evidente que a qualidade futebolística húngara e desportiva em muito terão contribuído para este facto.

Os anos 50 do século XX, correspondem à geração de ouro do futebol húngaro, com a conquista da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Verão em 1952 e vice campeão do Mundo em 1954 na Suíça onde o jogador Sándor Kocsis foi o melhor marcador com 11 golos; tendo a seleção da Hungria conseguido a maior goleada neste torneio ao vencer a Coreia do Sul por 9-0.

De realçar que nas olimpíadas de 1952, a Hungria foi o terceiro país mais medalhado, com cerca de 42, 16 das quais de ouro, atrás dos Estados Unidos e da União Soviética.

Voltando ao futebol português, os treinadores húngaros foram os seguintes:

Futebol Clube do Porto: Akos Teszler (1922-1927), Joseph Szabo (1928-1936; 1945-1947), Mihaly Siska (1936; 1937-1942), Magyar Ferenc (1936), Lipo Herczka (1942-1945), Béla Guttmann (1958-1959; 1973-1974), Jorge Orth (1961-1962), Janos Kalmar (1962-1964)

Sport Lisboa e Benfica: Lippo Hertzka (1936-1939; 1947-1948), János Biri (1939-1947), Lajos Czeizler (1963-1964), Béla Guttmann (1959-1962; 1965-1966), Lajos Bároti (1980-1982)

Sporting Clube de Portugal: Julius Lelovtic (1925-1926), Rudolf Jeny (1933-1934), Joseph Szabo (1937-1945), Sándor Peics (1949-1950)

E assim se abre uma página dourada cheia de história entre Portugal e a Hungria.

Daremos continuidade, recordando o grandioso Joseph Szabo.

(Na imagem a “equipa de ouro”, assim conhecida, em 1953. Em baixo: Mihály Lantos, Ferenc Puskás, Gyula Grosics; Em cima: Gyula Lóránt, Jenő Buzánszky, Nándor Hidegkuti, Sándor Kocsis, József Zakariás, Zoltán Czibor, József Bozsik, László Budai)

(*) João Amendoeira Peixoto,  natural de Tomar, profissional de saúde, autor e historiógrafo.

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