Szijjártó: a Europa há muito que perdeu a corrida das narrativas no mundo

por LMn | MTI
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A Europa há muito que perdeu a corrida das narrativas sobre a guerra na Ucrânia e as sanções impostas por causa dela, o resto do mundo não se importa com o que causa exatamente os efeitos negativos, eles só querem acabar com eles, disse Péter Szijjártó à M1-TV na terça-feira, antes de participar numa conferência de doadores sobre a reconstrução da Ucrânia em Nova Iorque.

Falando no dia da abertura da Assembleia Geral da ONU deste ano, o Ministro dos Negócios Estrangeiros recordou que a Hungria ofereceu 1.000 bolsas de estudo a estudantes ucranianos refugiados na maior operação humanitária da sua história, e está pronta a reconstruir uma escola bombardeada e uma clínica médica na Ucrânia.

Salientou ainda que o conflito armado e as restrições impostas em resposta ao mesmo já não são apenas uma praga para a Europa, mas para todo o mundo, devido ao aumento do custo da energia, dos alimentos e dos fertilizantes, entre outras coisas.

No Conselho dos Negócios Estrangeiros da UE do dia anterior, Szijjártó disse que algumas pessoas tinham falado sobre como explicar que é a guerra em si que está a causar o sofrimento do mundo, e não as sanções que lhe são impostas.

“Mas se falarmos com ministros dos negócios estrangeiros de fora da Europa, é evidente que eles não se importam com o que dizemos, o que está exatamente a causar o seu sofrimento, eles querem que acabe”, advertiu.

“Espero sinceramente que os países europeus e a própria União Europeia tomem finalmente, a dada altura, medidas que não ameacem escalar ou prolongar a guerra, mas contribuam para a pôr fim a ela”, acrescentou ele.

O co-presidente disse que existe uma bolha política e de comunicação que foi criada na Europa e na América do Norte, o que, segundo ele, sugere que o mundo inteiro pensa neste conflito como nós pensamos, mas não é o caso, o Ocidente há muito que perdeu a corrida das narrativas.

Salientou também que esta semana a Assembleia Geral da ONU contará com a presença de quase todos os líderes mundiais, mesmo representantes de países que estão em inimizade uns com os outros poderão encontrar-se.

“Não há plataforma melhor e mais ampla do que a ONU para discutir como acabar com a guerra”, salientou ele.

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