Szaloncukor “Doce de salão” com sabor de caramelo salgado anunciado como o melhor do ano

por LMn

À medida que o Natal se aproxima na Hungria, – este ano de uma forma bastante incomum, devido à epidemia de coronavírus, dado que os mercados natalícios não irão abrir no final de novembro -, o famoso doce de Natal do país, szaloncukor (‘doce de salão’) já enche os escaparates das lojas em todo o país.

Este ano, pela primeira vez, o concurso ‘Melhor Szaloncukor do ano’ foi organizado como iniciativa civil, para a qual os fabricantes nomearam um total de 109 sabores. O vencedor foi o doce com sabor a caramelo salgado da Confeitaria Demeter.

Como o szaloncukor é uma das iguarias de Natal mais populares, não surpreende que o concurso de Melhor Szaloncukor do ano tenha sido organizado também este ano. Todos os confeiteiros húngaros foram convidados para participar, podendo nomear vários doces para o concurso, disseram os organizadores, Ádám Kovács e Gergely Kovács, fundadores do canal I Love Chocolate no YouTube.

O vencedor da competição foi a Confeitaria Demeter de Kiskunlacháza pelo seu szaloncukor com sabor a caramelo salgado, seguido pelo Gyula Kézműves Cukrászda com o doce de creme de côco, enquanto o doce de creme de pistáchios de Stühmer ficou em terceiro.

O szaloncukor artesanal do ano é o chocolate de leite da pastelaria Kézműves com nougat de avelã, o segundo lugar foi para o szaloncukor de conhaque de uva Irsai Olivér da Demete,r sendo que os confeites Sulyán ficaram em terceiro lugar, que lançaram a concurso as suas sementes de abóbora salgadas e sobremesa com trufa de chocolate branco.

De meados de novembro até o Natal, os húngaros compram toneladas de szaloncukor todos os anos. De acordo com as estimativas, mais de 9 mil milhões de HUF (29 milhões de euros) em doces são comprados a cada ano.

Um dos tipos mais populares de doce é o szaloncukor. Pendurar szaloncukor na árvore de Natal é uma tradição húngara muito característica.

A história dos doces remonta ao início dos anos 1700, à cidade francesa de Lyon, de onde os confeiteiros alemães os trouxeram para a Hungria. No início do século XIX, rapidamente se tornaram populares em todo o país. Hoje, todas as grandes marcas de chocolate oferecem o seu próprio szaloncukor, mas os confeiteiros continuam a fazer seus próprios doces artesanais.

Durante anos, o recheio de szaloncukor mais popular foi o de geleia, seguida do côco e do maçapão. Além disso, todos os anos, também são produzidos sabores únicos, como um com sabor a pastel de Zserbó.

Os organizadores consideraram importante que além das grandes empresas, também tenham tido oportunidade de competir os fabricantes de pequena dimensão e artesanais, e pensaram também nos consumidores sensíveis aos diferentes ingredientes e nos que procuram novidades, assim como as crianças.

O primeiro lugar na categoria sem açúcar foi para a confeitaria Sulyán com os seus doces de Natal de amêndoa, ameixa, noz e chocolate negro, o segundo lugar foi para szaloncukor de chocolate de leite da Stühmer com creme de amendoim e o terceiro para rebuçados de amêndoa e chocolate da Tesco Finest .

Os sabores mais populares do mercado são geleia, côco, caramelo, creme de chocolate, maçapão e creme de avelã, mas no ano passado apareceu também no mercado um sabor bastante especial, que também está disponível este ano. A Univer, de Kecskemét, foi quem teve uma ideia bastante radical e preparou uma fusão de dois clássicos húngaros, Erős Pista (Páprika) e szaloncukor.

Infelizmente, como disse Sándor Sánta, presidente da Associação de Fabricantes de Confeitaria da Hungria, um dos perdedores na epidemia de coronavírus é a indústria de confeitaria. Eles esperavam que este ano, menos szaloncukor fosse comprado do que a média anual de 3.500 toneladas devido à situação epidémica, mas eles esperam que a desaceleração seja apenas um fenómeno temporário.

Fonte:

Hungary Today – Fanni Kaszás

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