Sete empresários portugueses no ranking europeu dos 25 maiores beneficiários de fundos comunitários

por LMn

São sete os portugueses identificados no primeiro ranking feito a nível europeu sobre as 25 pessoas mais beneficiadas pelos fundos comunitários entre 2014 e 2020. O ranking foi elaborado pelo Centre for European Policy Studies (CEPS) a pedido da comissão de controlo orçamental do Parlamento Europeu.

Por Joana Nunes Mateus

Este “think tank” independente de Bruxelas analisou os dados de cerca de 600 mil beneficiários do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), Fundo Social Europeu (FSE) e Fundo de Coesão, até agora dispersos pelos diferentes países europeus, para identificar quem são os maiores beneficiários finais destes fundos comunitários.

Note-se que o beneficiário direto é a empresa, organismo público ou pessoa que surge na lista como a recebedora dos fundos europeus. Já o beneficiário final é a pessoa que, direta ou indiretamente, controla mais de 25% das empresas que são beneficiários diretos dessas verbas comunitárias. Os portais dos fundos europeus até costumam listar o beneficiário direto a quem feito o pagamento por uma questão de transparência, mas não indicam o beneficiário final que é a pessoa que, em última análise, beneficia desse dinheiro.

TOP PESSOAS

O ranking dos 25 maiores beneficiários finais dos fundos da coesão é encabeçado pelo casal indiano Mittal. Estes beneficiaram de €101,1 milhões de fundos europeus através de 17 empresas que controlam em seis países europeus diferentes – com destaque para o conglomerado industrial do aço ArcelorMittal – na Bélgica, República Checa, Alemanha, Espanha, França e Polónia. Em segundo lugar, surge o polaco Maciej Wieczorek, que beneficiou de €86,5 milhões enquanto detentor da Celon Pharma.

Já o terceiro maior beneficiário final dos fundos europeus é o empresário português Fernando Campos Nunes. Em causa estarão €76,6 milhões recebidos através das seguintes empresas: 2Logical – serviços de consultoria farmacêutica; Ambitermo – engenharia e equipamentos térmicos; Cerutil – cerâmicas utilitárias; Empreendimentos Turísticos Monte Belo – sociedade de turismo e recreio; Faianças artísticas Bordalo Pinheiro; MOB – indústria de mobiliário; Pinewells; Ria Stone, fábrica de louça de mesa em grés; VAA – empreendimentos turísticos; Viatel – tecnologia de comunicações; ou da Vista Alegre Atlantis.

O quarto maior beneficiário final dos fundos europeus é o empresário português António Manuel Queirós Vasconcelos da Mota. São €72,6 milhões recebidos por via da MESP – Mota Engil, serviços partilhados administrativos e de gestão; Manvia – manutenção e exploração de instalações e construção; e das seguintes empresas de valorização e tratamento de resíduos sólidos: Algar, Ersuc, Resiestrela, Resinorte, Resulima, Suldouro, Valorlis ou Valorsul.

Em sétimo lugar, surge o português Rui Paulo Fernandes Rodrigues, com €51,4 milhões através das seguintes empresas em Portugal e na República Checa: I.M.A. -Indústria de Moldes de Azeméis; IGM – Indústria Global de Moldes; Inplas – Indústrias de Plásticos; M.D.A. – Moldes De Azeméis; Plastaze – Plásticos de Azeméis; Simoldes – Aços; Simoldes – Plásticos e Simoldes Plásticos Czech.

Mário Nuno dos Santos Ferreira é o 16.º maior beneficiário a nível europeu, com €33,8 milhões, graças às empresas Douro Heritage; Monumental Palace Hotel e Mystic Adventure.

Em 21.º e 22.º lugar surgem Hugo Emanuel da Silva Vagos Bole e Dulce Cristina Lourinha Araújo, ambos com €29 milhões, por via das seguintes empresas comuns: Edurumos Educação; Ensiprof – Ensino e Formação Profissional; EPB – Escola Profissional de Braga; Ruiz, Costa & Filhos e Rumos Educação.

Maria Fernanda de Oliveira Ramos Amorim é a 24.ª maior beneficiária final dos fundos comunitárias a nível europeu. São €27,4 milhões recebidos através de empresas em Espanha – Francisco Oller Sociedad Anonima; Surodis; Trefinos – e das seguintes empresas em Portugal: Amorim Cork Composites; Amorim Cork Flooring; Amorim Cork Insulation; Amorim Florestal; Amorim Subertech; Grõwancork – Estruturas Isoladas Com Cortiça; Reginacork – Indústria e Transformação de Cortiça; e Socori – Sociedade de Cortiças de Riomeão.

No total, a lista é composta por sete portugueses, cinco polacos, três checos, três alemães e sete outras nacionalidades.

Fonte: Expresso.pt

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