Portugal tem segundo maior fosso entre a profissão mais bem paga e a pior na UE

por admin

Em Portugal, os gestores receberam em média quatro vezes mais que os trabalhadores elementares, segundo dados do Eurostat referentes a 2018.

Por Mariana Espírito Santo

Portugal é o segundo país da União Europeia (UE) onde é maior a diferença entre o salário da profissão mais bem paga e da pior. Um gestor português ganha, em média, quatro vezes mais do que um trabalhador elementar (conceito utilizado pelo Eurostat para os trabalhadores com salários mais baixos), como por exemplo, profissionais da limpeza ou assistentes de preparação de comida.

ocupação mais bem paga em todos os Estados-membros da UE é a de gestor, segundo dados divulgados pelo Eurostat esta quinta-feira, referentes a 2018. Esta profissão conta com uma remuneração horária bruta média de 28,6 euros, à frente dos profissionais (21,4 euros), seguidos dos técnicos (17,8 euros).

Já ocupações elementares (como operários e auxiliares de preparação de alimentos) eram que tinham uma pior remuneração (9,7 euros por hora) em todos os países, com exceção da Dinamarca, onde os trabalhadores de serviços e vendedores ganhavam menos.

O rendimento médio bruto por hora da ocupação mais bem paga na UE era cerca de três vezes superior ao da profissão menos bem paga, na média comunitária. Enquanto o salário bruto por hora de um gerente na UE era de 28,6 euros, um trabalhador elementar era de 9,7 euros.

Portugal encontra-se assim acima da média no que diz respeito à diferença entre os salários, com um maior fosso entre os salários dos trabalhadores mais bem pagos e daqueles com remunerações inferiores. Os gestores receberam em média 19,2 euros por hora, enquanto os trabalhadores elementares ganharam 4,5 euros.

Apenas o Chipre tem um rácio mais elevado, onde os gestores (31,7 euros por hora) recebiam em média cinco vezes mais que os trabalhadores elementares (6,3 euros por hora). Já no extremo oposto encontra-se a Dinamarca, onde os gestores (50,9 euros) receberam cerca de duas vezes mais do que os trabalhadores de serviços e vendas (22,2 euros).

Fonte: eco.sapo.pt

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