Porto Pianofest arranca em Nova Iorque com anúncio de atuação de Clarice Assad

por LMn | Lusa

Nova Iorque, Estados Unidos da América, 08 abr 2022 (Lusa) – O início da temporada do Porto Pianofest, dirigido pelo pianista Nuno Marques, arrancou na quinta-feira em Nova Iorque, onde foram anunciados Clarice Assad Trio, José Ramon Mendez e Josu de Solaun como os primeiros nomes do cartaz.

Depois de dois anos em formato condicionado pela pandemia de covid-19, a sétima edição do festival internacional levará ao Porto e a Famalicão, de 01 a 09 de agosto, uma agenda de concertos e de formações que promete atrair os maiores nomes da música clássica, desde artistas de renome até talentos emergentes.

“Temos este ano um calendário excelente, com a Clarice Assad pela primeira vez em Portugal, que é uma pianista e compositora brasileira que faz a fusão da música clássica com música popular brasileira. Ela é filha de um dos grandes guitarristas brasileiros, Sérgio Assad. É quase a família real da música no Brasil e ela vai estar na Casa da Música, a abrir o festival, no dia 01 de agosto com o seu trio”, disse à Lusa o diretor artístico do festival, Nuno Marques, em Nova Iorque.

O pianista espanhol Josu de Solaun, premiado em 2021 com um ‘International Classical Music Awards’, atua também pela primeira vez em Portugal. Soma-se José Ramón Méndez, que regressa para mais uma edição do festival para o seu sétimo recital em sete anos.

Perante uma plateia ainda reduzida devido ao contexto pandémico, o português Nuno Marques apresentou em Nova Iorque, no auditório do ‘Yamaha Artists Services International’, os primeiros nomes que compõem a 7.ª edição do Porto Pianofest.

Antes de tocar dois fados ao piano, Nuno Marques explicou que a ideia de promover o festival nos Estados Unidos, na primavera, parte do facto de terem a procura de um publico norte-americano fiel.

Esta é já a 4.ª gala que decorre em Nova Iorque e o Porto Pianofest tem ainda uma apresentação prevista para Washington, em 11 de junho.

Ocupando as principais salas culturais da cidade do Porto, incluindo a Reitoria da Universidade do Porto e o Palácio da Bolsa, o festival promete uma programação reforçada de concertos, apresentações gratuitas, e, ainda, uma componente pedagógica, materializada numa semana de masterclasses, conferências e residências artísticas. No último dia, o festival viaja até Famalicão, com concertos e apresentações exclusivas.

“Recebemos alunos de todos o mundo, pianistas que estão em início de carreira e que ficam connosco a viver durante 10 dias no Porto, onde têm aulas e conferências durante o dia e à noite os concertos”, disse o pianista.

As residências, que têm registado um elevado nível de procura em edições anteriores, garantirão aos artistas um recital a solo num auditório do Porto, uma sala de estudo com piano disponível no Conservatório do Porto, sessões com os professores convidados, ou ainda a gravação profissional audiovisual do concerto a solo, segundo a organização do evento.

Também a nova cônsul-geral de Portugal em Nova Iorque, Luísa Pais Lowe, marcou presença no arranque da temporada do Porto Pianofest, tendo-se referido a Nuno Marques como “um verdadeiro embaixador da música e da arte portuguesa”.

“Consegue conciliar tudo num evento fantástico que mostra aquilo o que o Porto tem de melhor. Sinto um orgulho muito grande em estar aqui hoje e espero contribuir para a promoção da cultura, da arte e da língua portuguesa nestas minhas funções”, disse à Lusa a diplomata.

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