Poesia da Lusofonia – Machado de Assis (Brasil)

por Fernando Lopes

Livros e flores

Teus olhos são meus livros.
Que livro há aí melhor,
Em que melhor se leia
A página do amor?

Flores me são teus lábios.
Onde há mais bela flor,
Em que melhor se beba
O bálsamo do amor?

Machado de Assis poeta? Sim!

Nem todos conhecem a faceta de poeta do maior (ou um dos maiores) escritor da literatura brasileira. Quando se fala de Machado Assis, associa-se logo aos clássicos “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, “Dom Casmurro”, “A mão e a luva”, entre outros romances que são leitura obrigatória para os amantes das letras brasileiras.

Machado de Assis foi também um contista imenso, é dele os clássicos “Missa do galo”, “A cartomante”, “Teoria do Medalhão”, “O alienista”, entre outras pérolas que apenas confirmam sua genialidade.

Mas também temos a poesia do poeta Assis Machado. Sim, pode dizer-se que o poeta não atingiu o nível do prosador, mas a poesia de Machado de Assis existe e merece a nossa atenção e leitura. Como poeta, publicou os livros Crisálidas, de 1864, Falenas, de 1870, Americanas, de 1875, e Poesias completas, de 1901.

Joaquim Maria Machado de Assis (Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 – Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908) foi um escritor brasileiro, considerado por muitos críticos, estudiosos, escritores e leitores um dos maiores, senão o maior nome da literatura do Brasil. Escreveu em praticamente todos os géneros literários, sendo poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista e crítico literário. Testemunhou a abolição da escravatura e a mudança política no país quando a república substituiu o império, além das mais diversas reviravoltas pelo mundo em finais do século XIX e início do XX, tendo sido grande comentador e relator dos eventos político-sociais de sua época.

 

Fonte: Mundo Educacao.Uol.Com.Br e Wikipédia

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