Poemas de Csokonai Vitéz Mihály (1773 – 1805)

por Pál Ferenc

Nas nossas páginas de literatura, esta semana entregamos poemas de  Csokonai Vitéz (1773 – 1805) Mihály, traduzidos por Ernesto Rodrigues, que foi um dos poetas mais significativos do Iluminismo na literatura húngara. Ele foi uma pessoa dotada de inteligência de talento poético sem par, assim chamavam-no “poeta doctus” e “poeta natus”.

No colégio de Debrecen, os professores logo destacaram-no entre os alunos, assim devido aos seus extraordinários conhecimentos, saberes políticos e literários, confiou-se-lhe o ensino numa turma de nível elementar. Mas, ele não se encaixava na ordem rígida do colégio, de modo que foi instruído e logo expulso. Ele continuou seus estudos em Debrecen e na época de seus estudos superiores já falava italiano, latim, francês, alemão, grego e familiarizou-se com o inglês, o hebraico e o persa. Ele organizou um círculo de leitura, depois começou a se corresponder com Kazinczy e, dois anos depois, já dirigia as aulas de poesia da escola secundária. Foi nesta época que  escreveu os seus poemas epigramáticos de amor e filosóficos.

EMBORA O CÉU OLHE TRISTE PARA MIM,
Bár az Ég búsúlva néz is…

Embora o Céu olhe triste para mim,
sê tu comigo, santa poesia, assim:
possa eu, em meu canto,
pintar quanto
na vida me aconteceu.
1792

EPITÁFIO PARA UM MÉDICO
Egy orvosnak sírverse

Aqui jaz quem culpa tem
de muito jazer aqui.
1796

A FELICIDADE
A boldogság

Sob dossel-jasmim, agora,
na tarde fresca de V’rão,
sento-me com minha LILLA:
faz coro comigo LILLA
e diz graças entre beijos,
zéfiro, múrmuro, brinca
no seu cabelo castanho.
Pus aqui, no leito verde,
256 Antologia da Poesia Húngara
uma garrafa de vinho,
com terna rosa fechei
seus lábios bem de mansinho,
à frente, de Anacreonte
poemas há numa cesta,
junto com morangos frescos.
Um conjunto assim tão
belo, rico, quem já viu?
E quem mais f’liz que Vitéz?
1797

MEU CORAÇÃO SECRETO
Szívem titkon…

Diz meu coração secreto
que um coração lhe dá cor:
oh, não, não sou eu, decerto –
talvez sejas tu, leitor!
1800

EPIGRAMA PARA LEONOR
Epigramm Leonórához

Dizes, Leonor, que andas à volta
dos dezoito anos: quem acredita?
Há dez anos que dizes.
1800

Print Friendly, PDF & Email

Também poderá gostar de

O nosso website utiliza cookies para melhorar a sua experiência de navegação. Aceitar Ler Mais

Privacidade