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O canhão da Nazaré solta ondas até 20 metros de altura

Conhecida pelas suas ondas grandes, perfeitas e incríveis, a Praia do Norte encontra-se sob a influência do fenómeno “Canhão da Nazaré”.

O Canhão da Nazaré é um desfiladeiro submarino localizado na costa de Nazaré, em Portugal, a cerca de uma hora de Lisboa. Trata-se de um acidente geomorfológico raro, o maior da Europa e um dos maiores do mundo, que consiste numa falha na placa continental com cerca de 170 quilómetros de comprimento e mais de 5000 metros de profundidade.

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O “Canhão da Nazaré” canaliza a ondulação do oceano Atlântico para a Praia do Norte, praticamente sem obstáculos, proporcionando a criação de ondas com um tamanho fora do normal em comparação com a restante costa portuguesa. Um verdadeiro playground para os amantes dos desportos de ondas.

Fonte:

www.praiadonorte.com.pt

Vídeo:

Garrett McNamara




PIB português com quebra histórica de 16,5% no 2º trimestre

O produto interno bruto nacional registou uma contração, em cadeia, de 14,1% no segundo trimestre, anunciou, nesta sexta-feira, o Instituto Nacional de Estatística na chamada “estimativa rápida” das contas nacionais. Em termos homólogos, a quebra é de 16,5%.

“Refletindo o impacto económico da pandemia, o Produto Interno Bruto (PIB) registou uma forte contração em termos reais no 2º trimestre de 2020, tendo diminuído 16,5% em termos homólogos, após a redução de 2,3% no trimestre anterior. Este resultado é explicado em larga medida pelo contributo negativo da procura interna para a variação homóloga do PIB, que foi consideravelmente mais negativo que o observado no trimestre anterior, refletindo a expressiva contração do consumo privado e do investimento”, destaca o INE.

O instituto acrescenta: “O contributo negativo da procura externa líquida também se acentuou no 2º trimestre, traduzindo a diminuição mais significativa das Exportações de Bens e Serviços que a observada nas Importações de Bens e Serviços devido em grande medida à quase interrupção do turismo de não residentes”.

Comparativamente com o primeiro trimestre, o PIB diminuiu 14,1% em termos reais. “Este resultado é também explicado, em larga medida, pelo contributo negativo da procura interna para a variação em cadeia do PIB, verificando-se também um maior contributo negativo da procura externa líquida”, salienta o INE.

Os dados do INE vêm confirmar as previsões de verão da Comissão Europeia, que apontavam para uma contração em cadeia da economia nacional de 14,1% no segundo trimestre, contra a queda de 13,6% da zona euro.

Recorde-se que são já conhecidos os dados do produto interno bruto de várias economias europeias e dos EUA. O PIB alemão contraiu 10,1% no segundo trimestre, a queda mais acentuada desde que há registo, enquanto França registou uma queda histórica de 13,8%, mesmo assim menos negativa do que os 17% que eram esperados pelos analistas e pelo próprio Instituto Nacional de Estatística francês.

Já os efeitos do coronavírus na economia espanhola foram mais negativos do que o esperado, com produto interno bruto em Espanha a cair 18,5% no segundo trimestre, a maior queda de sempre. Dos Estados Unidos as notícias também não foram animadoras, o PIB caiu 32,9% a um ritmo anual, e 9,5% na variação em cadeia, ou seja, versus o trimestre anterior que, no caso americano, fora já negativo, com um recuo de 5%.

Em Portugal, a contração em cadeia do PIB no primeiro trimestre foi de 3,8% (menos 2,3% face ao período homólogo). Recorde-se que Bruxelas estima uma quebra de 9,8% do PIB nacional em 2020, bem acima das previsões do Governo que se ficam pelos 6,9%.

A nível global, o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia mundial poderá cair 4,9% este ano, arrastada por uma contração de 8% nos Estados Unidos, de 10,2% na zona euro e de 5,8% no Japão.

Diário Notícias – Ilídia Pinto




Fundo Húngaro-Português (East West – VC Fund) de 20 milhões de euros

Nas relaçöes económicas entre a Hungria e Portugal, para além, até pela inerência das suas próprias funções, do papel importante, de ponte que cabe às agências públicas de promoção das exportações, negócios, turismo e captação de investimento estrangeiro, é sempre muito importante, que simultaneamente, hajam outros veículos e ferramentas, que apoiem as empresas de ambos os países, como é o caso do Fundo de Capital de Risco Húngaro-Português, EuVECA (European Venture Capital Fund).

O Fundo foi constituído em finais de 2017 e ainda recentemente, a sua importância foi destacada em Lisboa, por Péter Szijjártó, Ministro do Comércio Externo e Negócios Estrangeiros.

Entre os investidores do Fundo, da parte húngara, estão o banco público Eximbank, o Grupo OTP Bank e Grupo MOL (Petróleo e Gás).

Como tem feito desde a sua criação e durante os próximos anos, o Fundo, investirá em pequenas e médias empresas húngaras e portuguesas com potencial de crescimento para auxiliar a transformação digital dos setores público e privado por meio de suas ações, soluções e desenvolvimentos.

O Fundo cuja gestão é da responsabilidade da Alpac Capital, com escritórios em Lisboa e Budapeste, está registada e regulamentada pela autoridade de supervisão financeira portuguesa, SEC (CVMV).




Benfica: É desta que acaba a maldição de Guttmann?

Como se pode ler no Szombat (Sábado), jornal da comunidade judaica de Budapeste, foi solicitado ao rabino Zoltán Radnóti que enviasse uma benção à equipa de futebol do Benfica em que segundo a explicação rabínica, pode ser útil para quebrar a “maldição de Guttmann” que continua a perseguir o clube encarnado.

A ”benção” foi levada a Lisboa aquando da recente visita do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Péter Szijártó e György Szöllősi, editor-chefe do diário desportivo Nemzeti Sport e Embaixador dos Assuntos de Puskás e da Tradição Húngara de Futebol” (na foto com o vice-presidente do S. L Benfica – vide link abaixo do jornal Szombat)

Como é do conhecimento público e certamente o sabem a grande maioria dos adeptos e simpatizantes do S.L.Benfica, a ”maldição” de Béla Guttmann, o inesquecível treinador  húngaro do clube e da conquista das 2 Taças dos Campeöes Europeus, em 1960-61 e 1961-62 diz „apenas” que o Benfica não voltará a vencer uma competição europeia – segundo os entendidos haverá 2 versöes – nos ”próximos 100 anos” ou…”nunca mais”…A propósito de referir que o S.L.Benfica é, com um total de 8 derrotas nas finais, o recordista europeu das finais europeias perdidas. Talvez agora a „benção” do rabino Rásnoti liberte de vez a maldição do judeu-húngaro Guttmann.  Se tal não acontecer, não será por falta de empenho dos amigos do Benfica na Hungria.


Notícia do jornal “Szombat”


”Béla Guttmann, o Abençoado” Jornal “O Público”

Mais tarde voltaremos certamente ao assunto “Maldição Guttmann”.




Camões, Figura Literária Húngara

As relaçöes históricas Hungria-Portugal

Muitos dos momentos de encontro e outras tantas preciosas curiosidades, desconhecidas pela grande maioria, já foram abordadas por alguns dos melhores especialistas na matéria, no caso pelo Professor Ferenc Pál. Vide

Resumo: Na literatura húngara do século XIX, Luís Vaz de Camões ocupa um lugar especial. Não apenas por ser um poeta que correspondia aos cânones do Romantismo, senão também por mencionar a origem  húngara  n’Os  Lusíadas.  Desta forma,  tornou-se  uma  figura  emblemática que  foi  herói  de  várias  obras  de  ficção  húngaras,  nascidas  pelo  século  XIX  afora,  às  vezes personificando aspirações húngaras.


Ver Documento Completo




Hungria: Português André Lourenço eleito “Melhor Jogador” do Campeonato Futebol de Praia. 2020.

O prestígio dos futebolistas de praia portugueses  – Portugal é campeão Europeu em título – chega até a Hungria.

André Lourenço, internacional da seleção nacional de Futebol de Praia, campeão Europeu e que desde janeiro deste ano representa os campeões do mundo, o SC Braga, veio à Hungria jogar durante algumas semanas, contratado pela equipa de Futebol de Praia húngara Jászfényszaru-GoldwinPluss, tendo além do prémio individual do melhor, conseguido obter o segundo lugar no campeonato com a sua equipa, na qual também estavam os internacionais portugueses Nuno Belchior e Rui Coimbra.




Porto vai ser palco em 2021 do WOMEX, o maior evento global da indústria musical

A cidade do Porto vai acolher em outubro de 2021 o Festival WOMEX – The World Music Expo, um dos eventos mundiais mais importantes para os profissionais da indústria da música, com mais de 26 anos de história, numa estreia absoluta em Portugal, que trará milhares de participantes à Invicta, oriundos de mais de 90 países. A Alfândega do Porto será o epicentro da iniciativa, local onde fica instalada a feira comercial com 300 stands, espaço também privilegiado para acolher o ciclo de conferências. O programa será ainda amplificado a mais sete palcos da cidade, entre os quais Rivoli, Coliseu Porto Ageas e Casa da Música, com exibição de filmes, concertos showcase e uma cerimónia de entrega de prémios, que anualmente distingue os maiores nomes da música global.

De 27 a 31 de outubro de 2021, as músicas do mundo invadem o Porto. O WOMEX trará à cidade milhares de profissionais ligados à indústria, sucedendo assim a Budapeste, na Hungria, cidade que vai acolher a edição de 2020, em outubro, e a Tampere (2019), na Finlândia.

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“Hoje é um marco histórico. Esta ideia de querer trazer o WOMEX para Portugal tem mais de 20 anos”, assinalou na conferência de imprensa, o diretor geral da AMG Music, António Miguel Guimarães, produtora responsável pela realização do festival no país.

O namoro, feito de altos e baixos, consumou-se agora, não só fruto do apoio que recebeu do Governo, como também, desde a primeira hora, do presidente da Câmara do Porto, afirmou o responsável durante o anúncio, preparado esta tarde para o pequeno auditório do Teatro Municipal do Porto – Rivoli, na presença de Rui Moreira, da Ministra da Cultura, Graça Fonseca, do diretor geral do WOMEX, o alemão Alexander Walter, da vereadora Catarina Araújo, presidente do conselho de administração da Ágora – Cultura e Deporto do Porto EM., entre outros convidados, como o músico João Gil.

Na verdade, desde 2014 havia vontade em trazer o WOMEX para o Porto, partilhou o autarca. Todavia, nessa altura, tanto o presidente da Câmara como Paulo Cunha Silva, então vereador da Cultura, consideraram que o Município não estava pronto para investir num evento desta envergadura. Nos últimos anos, muita coisa mudou, afirmou António Miguel Guimarães, sublinhando que “o Porto está mais do que preparado para realizar eventos à escala mundial como este”.

De facto, assim foi, reconheceu Rui Moreira, agradado por tanto o Executivo como a Assembleia Municipal terem aprovado, por unanimidade, o apoio à realização do festival na cidade, que “tem a grande esperança” sirva de “oportunidade para a divulgação da música da lusofonia e da sua singularidade ainda desconhecida pela maioria”, em especial a proveniente dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), confidenciou.

Assim, após “dois anos e meio de trabalho e décadas de wishful thinking [esperança]”, detalhou o produtor, foi possível construir “um projeto sólido”, que concorreu com outras cidades. “Não caiu do céu. Construímos um dossier ganhador e isso também se deve ao Porto”, reforçou António Miguel Guimarães que, não ignorando a pandemia, informou que este evento, embora ainda esteja a mais de um ano de distância, será muito importante para dinamizar o setor cultural e abrir novas oportunidades aos músicos portugueses, para quem a COVID-19 foi “uma bomba atómica”, classificou. Razão ainda para informar que a produção do evento recorrerá, em larga escala, a profissionais do setor da cidade e da Região Norte.

Visão partilhada por Alexander Walter, que veio propositadamente ao Porto para demonstrar o quanto o WOMEX valoriza a realização da edição de 2021 na Invicta. “Em tempos tão conturbados como este é importante que se realize no Porto. Os produtores, os músicos, os profissionais, precisam de um lugar atrativo para se reencontrarem” e, nas suas palavras, a cidade tem todos os ingredientes capazes de proporcionar um bom festival, do rio à gastronomia, passando pela sua beleza histórica e localização privilegiada.

Também a ministra da Cultura, Graça Fonseca, destacou que o WOMEX “é uma enorme plataforma de encontro, de conhecimento e da projeção internacional de artistas”, que faz “movimentar um segmento importante da cultura” e que vem em boa hora, não só após “20 anos de luta para que o WOMEX chegasse a Portugal”, mas para contrariar um tempo particularmente difícil.

Ao longo de cinco dias e cinco noites, o WOMEX terá como centro nevrálgico a Alfândega do Porto, local onde, no período diurno, decorrerá a feira comercial, onde são aguardados cerca de 2.800 delegados para visitarem os 300 stands. Este é um dos principais atrativos do festival, plataforma privilegiada para o networking entre artistas, agentes, editores, managers, promotores de eventos, técnicos e jornalistas.

Mas não o único. O evento reserva também um ciclo de conferências, que contará com keynote speakers (oradores de topo), “que representam alguns dos maiores pensadores e ativistas musicais do globo, num total de cerca de 80 oradores envolvidos”, assinala a organização.

Já os cerca de 60 concertos showcase programados, em que artistas de todo o mundo se apresentam a agentes, promotores e jornalistas, terão como palcos sete salas diferentes: o Coliseu Porto Ageas, Rivoli, uma tenda montada na Praça de D. João I, a Casa da Música, o Hard Club, o Cinema Passos Manuel e os teatros São João e Sá da Bandeira.

No ciclo de filmes e documentários, que se vai estender ao longo de três dias, estão previstas16 projeções, incluindo três estreias e uma homenagem especial. E, como é habitual a cada edição, no Porto também ser realizará o WOMEX Awards, cerimónia de entrega dos mais prestigiados Prémios de Músicas do Mundo, que decorrerá na Casa da Música.

Todas estas atividades serão seguidas de perto por cerca de 300 jornalistas de todo o mundo, que representam mais de 400 meios de 90 países, facto que por si só garante a projeção internacional do evento.

Fonte: Porto.pt




Tem origens húngaras o Primeiro Rei de Portugal?

É uma “lenda” quase tão antiga como desconhecida em Portugal. Aliás, muito provavelmente, são bastante mais que os portugueses, os húngaros que sabem que Luis de Camões na sua epopeia “Os Lusíadas” se refere a hipótese de que o Conde Dom Henrique, pai de Afonso Henriques seja de origem húngara…”(dizem que segundo / Filho de um Rei de Hungria experimentado)”… que o colocaria em descendência direta de I István, Szent István Király – Rei Santo Estevão, Fundador e Primeiro Rei Católico da Hungria.

Como alguns especialistas no tema o fazem, talvez se possa divagar e até mesmo especular sobre a perspetiva de afirmação dinástica-europeia do “estratega” Luis Vaz de Camões, da sua visão estatégia da Europa e das mais poderosas ou mais pujantes casas reais europeias, das suas descendências, e talvez da legitimidade-autónoma do Jovem Afonso Henriques, Primeiro Rei de Portugal, perante os “primos reais” da Península Ibérica.  Sabe-se que para “lenda” e para quem se ocupa com a relação Hungria-Portugal, é uma vertente “quase histórica” muito simpática e que ajude a acordos e consensos.

Sabemos que o Conde Dom Henrique, e de Borgonha, membro da família ducal da Borgonha e também, muito justamente, “Conde de Portucale”.

Os tempos e as pessoas passam, mas as pedras, as inscrições nas pedras ficam. É tanto assim que ainda hoje, na Sé de Braga se pode ler, no túmulo de D. Henrique, “Ungaro Regis”….

Caros húngaros e portugueses, vale a pena ir a Braga e entrar na Bela Catedral.

Eis os versos dos Lusíadas que deixam subentendidos a ascendência “Magyar” do Primeiro Rei de Portugal:

 

Os Lusíadas

Canto III

 

25
«Destes Anrique (dizem que segundo
Filho de um Rei de Hungria exprimentado)
Portugal houve em sorte, que no mundo
Então não era ilustre nem prezado;
E, pera mais sinal de amor profundo,
Quis o Rei Castelhano que casado
Com Teresa, sua filha, o Conde fosse;
E com ela das terras tomou posse.

28
«Quando, chegado ao fim de sua idade,
O forte e famoso Húngaro estremado,
Forçado da fatal necessidade,
O esprito deu a Quem lho tinha dado.
Ficava o filho em tenra mocidade,
Em quem o pai deixava seu traslado,
Que do mundo os mais fortes igualava:
Que de tal pai tal filho se esperava.