Orbán: A UE continua “a atacar a Hungria de forma desprezível”

por LMn | MTI

Num texto denominado Samizdat 9, o Primeiro-Ministro húngaro Viktor Orbán deu forte nesta segunda-feira contra a “esquerda europeia liderada pela esquerda alemã” por “mais uma vez atacar a Hungria de forma desprezível. Desta vez é pela recusa do nosso país em assinar uma declaração conjunta politicamente inconsequente e frívola sobre Hong Kong.

“A posição da Hungria é que deve acabar de vez a preocupação em Bruxelas com a elaboração e a apresentação de declarações”, escreveu Orbán, que acrescentou: “Compreendemos se – por razões de política interna e interna – se um Estado Membro quiser apresentar um pedaço de papel com o logótipo da UE, mas há limites. Nos últimos anos, esta abordagem de política externa comum, motivada por considerações políticas internas, levou a que a posição da União Europeia em matéria de política externa se tornasse motivo de chacota”.

Quando oito das nossas declarações conjuntas tenham sido postas de lado, como aconteceu com a China, a nona será simplesmente saudada com mais uma tontice. Parecemos tigres de papel patéticos, e as nossas declarações ineficazes são motivos de riso do resto do mundo”.

“É mais que tempo de os verdadeiros líderes europeus, os seus verdadeiros fazedores de política externa – os chefes de Estado ou de governo – ultrapassarem os burocratas da política externa geradores de declarações e tomarem nas suas próprias mãos as grandes questões estratégicas, como fizeram recentemente no Conselho Europeu sobre o tema da Rússia”, afirmou.

Relativamente à política europeia sobre a China, Orbán disse “acreditamos que devemos evitar o ressurgimento de políticas e cultura da Guerra Fria na política mundial”.

“O recomeço da Guerra Fria é também contrário aos interesses da Europa, Europa Central e Hungria. Precisamos de desenvolvimento, desenvolvimento verde e desenvolvimento digital. Precisamos de cooperação, investimento, comércio e relações culturais e científicas – não de boicotes, sanções, sermões e palestras”.

“Tal como tem feito até à data, a Hungria continuará a fazer o seu melhor no sentido de desenvolver a cooperação internacional. Exerceremos os nossos direitos garantidos pelos tratados fundadores da União Europeia, actuaremos de acordo com o princípio da cooperação leal, e trabalharemos para restaurar a influência e autoridade da Europa na política externa. Apoiaremos iniciativas para desenvolver a soberania estratégica e a autonomia da Europa. Para tal, temos primeiro de refrear as aventuras tresloucadas da esquerda europeia em matéria de política externa”, disse Orbán.

Fonte: MTI

Crédito da foto:  Balázs Szecsődi/PM’s Press Office

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