OE2022: imprensa estrangeira destaca “tempestade política” em Portugal

por LMn

A crise política em Portugal tem merecido destaque na imprensa internacional, que se debruçou sobre as negociações falhadas para a aprovação do Orçamento de Estado para 2022 e o mais do que possível cenário de eleições antecipadas já em janeiro próximo.

“Portugal pode ver eleições antecipadas com a coligação em frangalhos por causa do Orçamento”, titula o ‘Euronews’, que apontou as fragilidades do Governo com os seus aliados de esquerda para colher os votos necessários para a aprovação do Orçamento.

Na vizinha Espanha, claro, o El País não deixou passar em claro a tempestade política em Portugal, apontando que o presidente Marcelo Rebelo de Sousa já avisou que vai dissolver a Assembleia da República, após o chumbo do Partido Comunista Português. “Sem contas públicas para o próximo ano, a legislatura está a caminho do fim”, refere o jornal espanhol.

jornal ‘Politico’ sublinhou que uma “revolta orçamentária de extrema esquerda leva Governo de Portugal à beira do abismo”, titulou, reforçando que o primeiro-ministro António Costa deve fazer concessões de última hora para evitar eleições antecipadas.

agência France Press refere que “uma tempestade política” em Portugal vai conduzir a eleições antecipadas, referindo o papel do Bloco de Esquerda nas negociações do Orçamento de Estado. “Outro partido que historicamente aliou-se aos socialistas, trocou farpas com o Governo nos últimos dias de tensas negociações, fazendo com que as chances de o orçamento de 2022 receber a aprovação parlamentar parecessem pequenas”, referiu.

“União de esquerda desmorona-se”, chamam à atenção os franceses do ‘Le Quotidien’. “Após seis anos de um governo socialista suspenso pelo apoio da esquerda radical, que agora se prepara para rejeitar o seu orçamento de Estado para 2022, Portugal viu-se num impasse político que o presidente conservador pretende resolver convocando eleições antecipadas”, anunciou a publicação gaulesa.

Já o ‘Market Research Telecast’ considera que “foi menos difícil para os socialistas portugueses juntar forças da esquerda para derrubar o Governo de Pedro Passos Coelho em 2015 do que chegar a acordo agora com os mesmos grupos sobre os Orçamentos Gerais do Estado para 2022”.

‘The New Indian Express’ destaca a habilidade política de António Costa, cuja “capacidade negocial manteve os seus dois Governos minoritários no poder desde 2015”, explicam, referindo a “tempestade” com o chumbo orçamental.

Fonte: Multinews

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