O Dia de Todos os Santos

por LMn
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Em Portugal as celebrações perderam-se um pouco ao longo dos anos, mas não há muito tempo atrás, que as crianças se juntavam pela manhã para ir batendo de porta em porta a pedir pelos ‘santinhos’ e pela alma das pessoas que já morreram. Levavam uma bolsa de pano e recebiam o que as pessoas podiam dar como dinheiro, maçãs, castanhas, rebuçados, nozes, bolos, chocolates, etc.

Este costume perdeu-se bastante porque os pedidos eram feitos por necessidade devido à miséria que imperava. Nas casas, a mesa era posta com o que os donos tinham de melhor para comer e beber e quando os pedintes batiam à porta eram convidados a entrar e a sentar-se.

Em certas zonas do país ainda continua o costume de se confecionarem broas de milho para dádivas. Uma iguaria que não faltava eram as tradicionais papas de milho divididas em pratos individuais que cada pessoa comia juntando-lhe leite e mel ou açúcar.

Em Castelo de Vide, as crianças que pediam entoavam a seguinte ladainha:

SENHORA DÊ-NOS OS SANTOS
POR ALMA DOS SEUS DEFUNTOS
LÁ ESTARÁ NA SANTA CRUZ
P’RA SEMPRE, Ó JESUS!’

Quando as pessoas não davam nada, a canção tinha a mesma melodia, mas a letra era bem diferente. Em Niza, o ritual era o mesmo, mas a maior atenção ia para os pedidos aos padrinhos:

DÊ-ME A SUA BENÇÃO PADRINHO!’

ao que estes respondiam:

‘DEUS TE ABENÇOE E TE FAÇA UM SANTINHO!’

e entregavam aos afilhados bolos (os santinhos) no feitio de lagartos e de bonecos, com ovos e dinheiro.

Bolo típico desta festividade é o ‘Santoro’, de forma comprida e que se dá aos pedintes ou amigos em dia de Todos os Santos ou de finados. Este feriado é ainda aproveitado para o arranjo das campas dos cemitérios com vista à celebração do dia de finados.

Fonte: https://www.mulherportuguesa.com/

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