O Brasil e a Hungria ao transcorrer dos séculos: escambos materiais, espirituais e culturais (Quinta Parte)

por Pál Ferenc

O Brasil na Hungria socialista

E aqui traçaremos uma linha divisória. Em 1949 ascendeu ao poder na Hungria uma força que ignorou todas as tradições do país e pretendeu, a qualquer preço, introduzir uma nova mentalidade. O país fechou-se, e tudo que vinha de fora era severamente controlado, em especial no que se refere aos países chamados ocidentais. Naqueles anos, a imprensa húngara propagava a idéia de que nos países da América os trabalhadores labutavam drogados com coca-cola, e somente os protestos contra o sistema desumano do capitalismo eram noticiados. Essa modificação política refletiu-se também na imagem que os húngaros tinham do Brasil. Esse país, nos anos cinqüenta, aparecia na imprensa húngara como um país barbaramente explorado pelo imperialismo internacional, e o povo brasileiro, em especial os operários, os jovens e os universitários lutavam diariamente contra a exploração, a bomba nuclear, o imperialismo norte-americano, apoiando o movimento de libertação nacional, a luta internacional pela paz. O desejo desse povo era o de afiliar-se ao partido comunista, a única força que podia salvar a nação brasileira da derrota imediata, segundo os jornais.

Tudo isso pode parecer irônico, mas os artigos da época traziam realmente essa imagem ao leitor desprevenido. Em 1949 e 1950, não foi publicado nenhum artigo ou livro sobre a história, a geografia e a cultura do Brasil. Só na segunda metade da década seguinte, após 1956, finalmente publicaram-se os romances de Gábor Molnár e três livros de viagens. Sobre a economia brasileira foi publicado um artigo, em 1959, com o título “Súlyosbodik a gazdasági és szociális válság Brazíliában” (‘Aumenta-se a crise econômica e social no Brasil’)[i]; no tocante às relações exteriores, o brasileiro Luís Carlos Prestes publicou “A brazil nép harca az Egyesült Államok diktátuma ellen” (‘A luta do povo brasileiro contra a ditadura dos Estados Unidos’)[ii], enquanto Federico Sá trouxe a lume “Külföldi tőke Brazíliában” (‘Capital estrangeiro no Brasil’)[iii], uma resenha do livro homônimo de A. Moura[iv].

Sobre a situação interna do Brasil foram publicados 17 artigos, com títulos como “Brazília vezető személyiségei az atomfegyver betiltásáért” (‘As principais personalidades do Brasil pela proibição da arma nuclear’)[v], “A brazil nép lelkesen támogatja a békeegyezmény megkötését követelő felhívást” (‘O povo brasileiro apóia com entusiasmo o apelo por celebrar o acordo pela paz’)[vi], “Brazília népe fokozza harcát a Békéért és a nemzeti függetlenségérr” (‘O povo do Brasil aumenta a luta pela paz e independência nacional’)[vii], do movimento operário 3 artigos, como por exemplo: “A brazíliai Kommunista Ifjúsági Szövetség újjászervezése” (‘A reorganização das Juventudes Comunistas brasileiras’)[viii], e finalmente 21 artigos relacionados ao Partido Comunista, dos quais citarei apenas um título: “A kommunizmus építésének és a béke megszilárdításának nagyszerű perspektívái” (‘As perspectivas magníficas da construção do socialismo e da solidificação da paz, respostas de Carlos Prestes, Secretário Geral do PC do Brasil’)[ix].

Como se vê já nos títulos, os artigos serviam aos fins da política interna húngara, e o Brasil, como tantos outros países, degradou-se a mero exemplo para estimular os operários húngaros em sua luta contra o imperialismo. O Brasil daqueles artigos não tinha características próprias, era apenas um elemento permutável de um cenário, um dado estatístico, mais um outro país no qual os bravos operários lutam contra o imperialismo.

O único elemento positivo ou consolador daquela época foi a publicação massiva e em série dos romances de Jorge Amado, mostrando um Brasil diferente do habitual. Amado, como eminente figura do movimento operário e da paz, estava presente na vida húngara, por meio de seus artigos e das entrevistas concedidas à imprensa húngara. Embora na temática e no tom seus artigos fossem iguais aos artigos acima mencionados, seus romances como Terras do sem fim[x], Seara Vermelha[xi], Jubiabá [xii] e outros publicados naquela década mostraram algumas facetas mais divertidas do Brasil.

Paralelamente, em 1960 publicou-se o primeiro volume da Új Magyar Lexikon (‘Nova Enciclopédia Húngara’), em seis volumes, saindo o sexto em 1962 e o volume suplementar em 1972. O verbete sobre o Brasil está no primeiro volume e é acompanhado de um mapa e da imagem do escudo nacional do país. O artigo é de 16.500 caracteres e informa sobre as condições naturais, a vida econômica, a história, o sistema político, a educação pública, as instituições científicas e a literatura. O capítulo sobre a história acaba em 1956, com a ascensão ao poder do presidente Juscelino Kubistchek. O capítulo sobre a literatura é breve e superficial. As primeiras figuras que menciona são Gregório de Matos e Padre Antônio Vieira, o qual, segundo o verbete, é um ficcionista (prosador) cujas obras representam a vida dos índios e suas lutas contra os invasores holandeses e franceses. A enciclopédia informa largamente sobre a literatura socialista dos anos vinte e trinta, passando por cima o Movimento Modernista, como se entre Machado de Assis e José Lins do Rego nada houvesse acontecido nas Letras brasileiras.

Em comparação com as enciclopédias do final do século XIX e inícios do século XX, o retraimento científico da Hungria é ostensivo, o fechamento cultural é evidente. Nessa nova enciclopédia aparecem nomes de escritores e políticos de terceiro plano, há erros nos nomes citados (por exemplo: Monteiro Lubato, Graciliano Ramus) e prevalece nos verbetes um tom marcadamente (vulgar) marxista: a enciclopédia não informa, apenas avalia e comenta, salientando os momentos positivos do ponto de vista da luta das massas oprimidas e do movimento operário. A bibliografia do verbete sobre o Brasil é reduzida a uma obra sem indicação de autor e lugar de edição, intitulada A brazil nép harca a függetlenségért és a békéért (‘A luta do povo brasileiro pela independência e pela paz’, 1953). O único autor brasileiro que tem um verbete autônomo é Jorge Amado, o destacado romancista comunista, cuja atividade política tem mais ênfase no texto do que sua arte literária. Machado de Assis, José de Alencar, Graciliano Ramos e Gonçalves de Magalhães têm, cada um, um verbete breve e superficial, mas apenas no volume suplementar de 1972.

O rigor político dos anos cinqüenta começa a abrandar-se ao final dessa década, e, a partir de 1958, em curioso contraste com os ideais culturais declarados, gradativamente a paraliteratura surge nas livrarias, como o Tarzã de Bourroughs. Nesses anos inicia-se uma reconstrução da imagem do Brasil segundo uma perspectiva não húngara, ou seja, com base na obra de autores estrangeiros, posto que os húngaros ainda estão proibidos de viajar aos países ditos ocidentais. Publica-se em 1958 o Riói képek (‘Imagens do Rio’) de Richard Katz, em 1959 o Zöld pokol (‘O inferno verde’, ou Longa viagem sob o calor tropical, segundo o título original) de Erich Wustmann. Lêem-se artigos sobre “As influências do plano qüinqüenal do Brasil sobre a vida econômica do país” (Kádár Béla. “Brazília ötéves tervének hatása az ország gazdasági életére”)[xiii], sobre “O ataque da reação no Brasil” (Rubio, K. “A reakció támadása Brazíliában”)[xiv] e sobre “A política da ditadura militar brasileira” (Luís Carlos Prestes. “A brazíliai katonai diktatúra politikája”)[xv], fornecendo-se, ainda lenta e subrepticiamente, diferentes informações sobre outros aspectos do país.

Nota-se que prevalece um certo interesse etnográfico nas publicações que formam a imagem do Brasil na década de 1960. Sai em 1960 o livro de Eva Lips sobre os índios brasileiros (Könyv az indiánokról, Budapeste), seguido de outro sobre a “Etnografia dos índios nambiquara do ocidente brasileiro” (A nyugat-brazíliai nambikvara indiánok néprajza, Budapeste, 1961); e Luís Boglár publica em 1966 o livro Trópusi indiánok között. Brazíliai útijegyzetek (‘Entre índios dos trópicos, notas de viagens no Brasil’)[xvi]. Entrementes outros dados são fornecidos aos leitores, como os artigos sobre a cidade de Brasília, a nova capital do Brasil[xvii], e sobre a arquitetura brasileira[xviii]. É mais ou menos nessa época que nas salas de cinema de arte projetam-se alguns filmes do novo cinema brasileiro que com a “nova onda” tcheca atraem e entusiasmam os cinéfilos húngaros, enquanto um artigo da publicação Filmkörkép traz avaliações encorajadoras sobre os filmes brasileiros[xix].

Por outro lado, apesar de o futebol ser um fator político muito importante na Hungria de então, é curioso que haja poucos escritos sobre o futebol brasileiro. Encontramos apenas duas referências a esse tema: um livro de Aladár Ardai, intitulado A brazil futball-titok nyomában (‘Por trás do segredo do futebol brasileiro’)[xx], e outro sobre Pelé[xxi].

A imprensa daquela época dá mais enfoque à economia brasileira e à liderança que o Brasil vinha assumindo no continente sul-americano, e ao final da década de 1960 proliferam as análises sobre a “maravilha econômica brasileira”. Por esse viés, os jornais publicam os artigos “150 év. Hegemónia? ‘Japán tempó’” (‘150 anos. Hegemonia? ‘Ritmo japonês’’)[xxii], de Gyula Lovas; “Zöld homály birodalma. Amazónia jövője. Belépő a nagyok klubjába” (‘Império da sombra verde. O futuro da Amazônia. Entrada no clube dos grandes’)[xxiii], de Endre Harmat; “A ‘brazil csoda’. Mi van a homlokzat mögött?” (‘A ‘maravilha brasileira’. O que é que há por trás da fachada?’)[xxiv]; de Luis Ribeiro; “A növekedésgyorsítás brazil útja” (‘A via brasileira para aumentar o crescimento’)[xxv], de Béla Kádár. Paralelamente, nos anos de 1970 o Brasil torna-se também o símbolo do terror, das torturas e das violações dos direitos humanos[xxvi] que os meios de comunicação (rádio, televisão e jornais, assim como os filmes de Costa Gavras, exibidos naquela época) martelavam na cabeça dos húngaros, talvez para contrabalançar a simpatia e a curiosidade latentes pelo Brasil.

Num contexto mais amplo, essa é a época do “boom” da literatura latino-americana, quando se publicam muitas obras literárias e constantemente se fala sobre a América Latina. Por outro lado, os primeiros turistas húngaros chegam ao México, Peru e Brasil. Há um sentimento geral de entusiasmo por Cuba e por Che Guevara, que também abarca a admiração pelo Brasil e seu tão propalado êxito econômico. Tal interesse era tão vivo que a tradução húngara de Macunaíma[xxvii], publicada numa tiragem de 10 mil exemplares, se esgotou em apenas um mês, e toda a imprensa escrita e falada celebrou a “brasilidade” da obra de Mário de Andrade[xxviii]. Simultaneamente, a imprensa oficial questiona, atônita, as bases do processo de rápido desenvolvimento do Brasil[xxix], enquanto a progressiva abertura política da década de 1980 permite que surjam informações cada vez mais variadas sobre esse país sul-americano.

As informações sobre o Brasil têm se multiplicado enormemente nos últimos 15 anos, mas diríamos que os tópicos apresentados são, no essencial, os mesmos que se podem ler num artigo de jornal intitulado “A szappanoperák Brazíliája és a valóság” (‘O Brasil das óperas-sabão [telenovelas] e a realidade’)[xxx], cujo autor afirma que as características do Brasil são “o samba, o sexo, a pobreza e o futebol”. Se estudarmos o que se tem publicado sobre Brasil, veremos que esse país faz parte do dia-a-dia magiar. Nos jornais da capital húngara[xxxi], o número de comunicações (entre curtas notícias e artigos maiores) anuais relativas ao Brasil ou aos brasileiros ultrapassa levemente a casa dos 200. As informações sobre esportes (futebol e corridas de Fórmula-1) ocupam o primeiro lugar, mais ou menos 60 a 70 por cento de todas as notícias breves e artigos são de tema desportivo[xxxii], vindo em seguida os artigos relacionados ao turismo. Em terceiro lugar estão os temas políticos e econômicos. Com a ascensão ao poder do presidente Lula aumentou o número de artigos analisando a sua política e especialmente suas medidas econômicas[xxxiii]. Os jornais húngaros sempre informam sobre distúrbios e sublevações em presídios brasileiros, assim como sobre o início e o fim do carnaval[xxxiv]. Curiosamente encontramos várias e detalhadas informações sobre os testes do programa espacial brasileiro[xxxv].

Por outro lado, é curioso que nos semanários políticos ou culturais húngaros quase não se encontrem artigos sobre o Brasil. Também são raros os livros de não-ficção sobre temas relacionados ao país[xxxvi], que terminam se ocupando principalmente de futebol: nos últimos dez anos saíram 4 livros sobre o futebol brasileiro[xxxvii] e 2 guias turísticos (dos quais uma reedição revisada de um guia antigo, dos anos 1970)[xxxviii] – fato que causa estranhamento porque, como veremos, o interesse turístico pelo Brasil cresceu muito nos últimos dez anos. E há apenas um livro sobre outra temática, o estudo Pau Brasil. Őslakók és bevándorlók (‘Pau Brasil: Nativos e Imigrantes’)[xxxix], de Lajos Boglár jr., professor universitário estudioso dos problemas antropológicos do Brasil.

[i] Na revista teórica Nemzetközi Szemle. Nro. 1 de 1959: 60-62.

[ii] Na revista teórica do movimento da paz Tartós Békéért. Nro. 12 de 1955, 7 de março: 3.

[iii] Na revista teórica Béke és Szocializmus. Nro. 3 de 1960: 143-146.

[iv] Livro publicado em São Paulo, 1959.

[v] Tartós Békéért. Nro. 23 de 1950, 11 de junho: 4.

[vi] Tartós Békéért. Nro. 23 de 1951, 10 de junho: 2.

[vii] Tartós Békéért. Nro. 43 de 1951, 28 de outubro: 8.

[viii] Tartós Békéért. Nro. 3 de 1951, 21 de janeiro: 11.

[ix] A Béke és a Szocializmus Kérdései. Nro. 1 de 1959: 20-23.

[x] Végtelen földek. Budapeste, 1950.

[xi] Vörös vetés. Budapeste, 1951.

[xii] Zsubiabá. Budapeste, 1952.

[xiii] Külkereskedelem. Nro. 5 de 1961: 14-17.

[xiv] Béke és Szocializmus. Nro. 5 de 1964: 160-163.

[xv] Béke és Szocializmus. Nro. 4 de 1965: p. 60-73.

[xvi] Série “Világjárók”. Budapeste, 1966.

[xvii] Ernő Wallner. “Brazília új fővárosa” (‘A nova capital do Brasil’). Természettudományi Közlöny. Nro. 4 de 1960: 147-148.

[xviii] Henrique Mindlin. A brazíliai építőművészet a barokktól Brazíliáig (‘A arquitetura brasileira do Barroco até Brasília’), Budapeste, 1963, a Brazil Nk. Kiadványa; e também László Csaba e Ipoly Farkas. “Brazil építészet” (‘Arquitetura brasileira’). Magyar Építőipar. Nro. 10 de 1963: 442-446.

[xix] Bíró Gyula., “A brazil filmművészet” (‘A arte cinematográfica brasileira’). Filmkörkép 1. Budapeste, 1973: 195-199.

[xx] Seleção de reportagens. Budapeste, 1965.

[xxi] Fritz Hack. Pelé, a fekete gyöngyszem (‘Pelé, a pérola preta’). Budapeste, 1966.

[xxii] Magyarország. Nro. 38 de 1972, 17 de setembro: 6.

[xxiii] Magyarország. Nro. 1 de 1972, 2 de janeiro: 12-13.

[xxiv] Béke és Szocializmus. Nro. 11 de 1973: 123.

[xxv] Gazdaság. Nro. 21de 1974, 26 de maio: 17.

[xxvi] “A brazíliai terror” (‘O terror brasileiro’). Nemzetközi Szemle. Nro. 10 de 1970: 95-97.

[xxvii] Makunaíma. Budapeste, 1983.

[xxviii] Ver, a respeito da recepção de Macunaíma, o nosso estudo Literatura brasileira na Hungria e literatura húngara no Brasil, neste mesmo livro.

[xxix] Carlos Braga, “»Csoda« a szuronyok hegyén” (’«Maravilha» na ponta das baionetas’). Béke és Szocializmus. Nro. 4, de 1975: 132-133.

[xxx] Magyar Hírlap. Nro. 13, de setembro de 2002. www.magyarhirlap.hu. (15 de outubro de 2003)

[xxxi] Fizemos uma pesquisa com a ajuda da Internet no arquivo dos três mais importantes jornais de Budapeste,  Magyar Nemzet (www.mno.hu), Népszabadság (www.nepszabadsag.hu) e Magyar Hírlap (www.magyarhirlap.hu). (15 de outubro de 2003)

[xxxii] Fizemos uma busca na revista online húngara intitulada Origo (www.origo.hu) e, das 3.880 páginas, 95 por cento falavam sobre futebol e corridas de Fórmula-1. (15 de outubro de 2003)

[xxxiii] Alguns artigos: “Brazil elnökválasztás” (‘Eleição presidencial no Brasil’). Heti Világgazdaság. Nro. 21, de dezembro de 2002; “Gilberto Gil brazil Grammy-díjas kultuszminiszter” (‘Gilberto Gil, ministro Prêmio Grammy brasileiro da Cultura’). Heti Világgazdaság. Nro. 3 de janeiro de 2003.

[xxxiv] “Fogolyszöktetési kísérlet Brazíliában” (‘Tentativa de fuga de encarcerados no Brasil’).  Magyar Nemzet. Nro. 7, julho de 2003; “Véget ért a karnevál Rio de Janeiróban” (‘Fim do carnaval no Rio de Janeiro’). Magyar Nemzet. Nro. 9, março de 2003.

[xxxv] “Brazilok az űrben” (‘Brasileiros no espaço’). Magyar Hírlap. Nro. 21, agosto de 2003; “Kína és Brazília közös műholdja” (‘Satélite artificial comum da China e do Brasil”). Heti Világgazdaság. Nro. 21, outubro de 2003.

[xxxvi] No que diz respeito à literatura de ficção e à poesia, ver nosso estudo Literatura brasileira na Hungria e literatura húngara no Brasil, neste mesmo livro.

[xxxvii] Tamás Dénes. Brazil futballszamba (‘Futebole-samba brasileiro’). Budapeste, 1994; Tamás Dénes. Nagy brazil futballkönyv (‘Grande livro brasileiro de futebole’). Budapeste, 2002; Zoltán Nagy. Brazília futballtörténete (‘História do futebol brasileiro’). Budapeste, 2002; Tamás Hegyi e Tamás Misur. Ronaldo és az aranylabda csillagai (‘Ronaldo e as estrelas da bola de ouro’. Budapeste, 2003.

[xxxviii] Béla Bede e Mária Lampert. Brazília. Budapeste, 1997; Beppe Ceccato. Brazília. Budapeste,1998.

[xxxix] Budapeste, 2000.

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