Aumento Exponencial: Hungria vê maior aumento na propagação do coronavírus em um mês, apesar do encerramento da fronteira

por LMn

Por Péter Cseresnyés

Últimas 24 horas: 1322 novos casos e 17 óbitos

Olhando para os números de setembro, fica claro que a epidemia de coronavírus nunca se espalhou a uma taxa tão alta na Hungria, como agora. Embora anteriormente não tivéssemos visto uma grande mudança no número de fatalidades e internamentos hospitalares, no mês de setembro assistimos a um acentuado aumento.

Devido ao ressurgimento do novo coronavírus no verão, o governo de Orbán anunciou em 19 de agosto que iria mais uma vez introduzir medidas epidemiológicas mais rígidas, ao mesmo tempo em que implementaria outro conjunto de restrições a partir do início de setembro.

Naquele dia, 19 de agosto, o número de infecções ativas era de 728 e 57 pacientes com coronavírus estavam a ser tratados em hospitais por Covid-19. Era já evidente que a propagação do vírus tinha começado a mudar de direção na Hungria.

O governo de Orbán decidiu fechar as fronteiras aos estrangeiros a partir de 1 de setembro. A Hungria assistiu, assim, à reintrodução das medidas de proteção das fronteiras que vigoram durante a primeira vaga da epidemia de coronavírus. Como resultado, os cidadãos estrangeiros foram impedidos de entrar na Hungria, salvo algumas exceções.

Na comparação com 19 de agosto, os dados de 1 de setembro já mostravam tendência de piora significativa da situação. O número de novas infecções diárias registadas foi quase 4 vezes maior do que uma semana e meia antes (de 32 para 118). O número de casos ativos teve um aumento drástico de 728 para 1.820 e quase duplicou o número de doentes que precisavam de cuidados hospitalares (de 57 para 96).

Sete pessoas morreram nessa semana e meia devido ao vírus, elevando o número de fatalidades para 616 até 1º de setembro. Havia um indicador que ainda não tinha aumentado significativamente: o número de pacientes em ventiladores.

Com as fronteiras fechadas, o número de novos casos disparou.

Mesmo que estas estatísticas fossem já más em relação ao início de agosto, podemos dizer com segurança que a situação piorou muito: os números do início de setembro não eram nada, comparados ao que estamos a assistir agora. O ressurgimento da epidemia no mês passado cresceu a um nível sem precedentes.

Em setembro, o número de infecções por coronavírus registadas na Hungria quadruplicou de 6.257 para impressionantes 27.309. O número de pacientes com Covid-19 tratados em hospitais aumentou em quase 700 (de 96 para 757), o que se aproxima de um aumento de 600%. Além disso, 7 vezes mais pacientes estão em ventiladores do que no início de setembro (então sete, agora 52). 165 pessoas morreram durante o mês de setembro.

Embora o número total de testes aparentemente mostre um forte aumento, o número de testes diários realizados ainda está longe da quantidade que a disseminação do vírus exigiria. De acordo com os dados oficiais, foram realizadas 11.167 e 11.972 novos testes, na terça-feira e quarta-feira (29 e 30 de setembro). Esses números são muito inferiores ao nűmero de testes alguns países vizinhos, como a Áustria, mas ficam também aquém do recorde húngaro de 13.461 em março.

Enquanto isso, a proporção do número total de testes e testes positivos atingiu um novo recorde de 12,1% na segunda-feira, o que indica que menos testes estão sendo realizados, colocando a Hungria bem acima da linha vermelha de 5% recomendada pela OMS.

Os dados atuais são particularmente preocupantes porque muitos temem que o sistema de saúde húngaro não seja capaz de lidar com o aumento do número de pacientes a longo prazo, especialmente porque já existe uma escassez de pessoal especializado em alguns hospitais. No entanto, com base nos mesmos números, o governo e o médico-chefe disseram que a propagação da pandemia diminuiu.

 

Hungary Today

Foto de PHOX

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