Ninguém foi multado por falta de máscara na Nazaré

por LMn

Nenhuma das pessoas que se encontrava a ver as “ondas grandes” da Nazaré, sem máscara e sem cumprir o distanciamento social, foi autuada, esta quinta-feira.

Por Alexandra Barata/JN

A garantia é dada ao JN pelo capitão do Porto da Nazaré, Zeferino Henriques, uma vez que todas as pessoas colocaram a máscara de imediato e se afastaram umas das outras quando foram sensibilizadas para a necessidade de cumprirem as normas da Direção-Geral da Saúde (DGS).

“Eram poucas pessoas sem máscara colocada. Talvez dezenas. O grande problema foi o ajuntamento”, confessa Zeferino Henriques. Na sequência da ação de sensibilização promovida pela Autoridade Marítima, por elementos da Autarquia e da PSP da Nazaré, os comportamentos foram-se alterando e, por volta do meio-dia, muitas pessoas já tinham dispersado, porque já não havia ondas tão grandes. “Entre o meio-dia e as 13 horas, estava um terço das pessoas no local”, garante.

Além de o Forte de S. Miguel Arcanjo estar encerrado e o trânsito em direção à Estrada do Farol estar condicionado, o capitão do Porto da Nazaré diz que o acesso pedonal foi vedado, o que também contribuiu para diminuir o número de pessoas, a maior parte das quais de nacionalidade brasileira, espanhola, francesa e alemã. “Ontem, foi um dia calmíssimo. Hoje, de repente, abriram as “portas” e começaram a entrar pessoas, pessoas, pessoas”, conta.

Embora houvesse a preocupação em garantir o cumprimento das normas da DGS, Zeferino Henriques diz que, antes, tinha duas prioridades: assegurar a segurança na falésia e no mar. “Um acontecimento destes envolve muitos perigos: acidentes no mar e as pessoas que podem cair da falésia”, explica. No entanto, não se registou qualquer incidente.

Foto: CARLOS COSTA / AFP

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