Matricídio e outros Contos que Acabam Mal (Géza Csáth)

por Arnaldo Rivotti

Nova Antologia de Contos de Géza Csáth em Língua Portuguesa, com seleção de contos, prefácio e tradução de Arnaldo Rivotti.

 

MATRICÍDIO… A PEQUENA EMMA… O JARDIM DO FEITICEIRO… TREPOV NA MESA DE DISSECAÇÃO… A MORTE DO FEITICEIRO… TOR… CONTOS QUE ACABAM MAL…

Géza Csáth, o autor, que ostenta uma das mais brilhantes prosas da narrativa húngara, prolonga nos seus contos este silêncio tétrico que cresce por detrás do texto, enquanto confere às histórias um poder lírico cuja função é conter o nada que transborda do exterior e ameaça aniquilar tudo no seu caminho. Mas a voz narrativa não se resolve em queixa, denúncia ou discurso moral, mas sim na forma mais pura da experiência humana sujeita a determinadas circunstâncias, às quais, a propósito, nunca se refere explicitamente. As suas personagens habitam o extremo inferior da escala dos valores humanos, são seres que chafurdam na sua abjeção, com passados incertos, intenções que é melhor não revelarem e um futuro inexistente; no entanto, são absolutamente cativantes, têm um ar mágico-realista.

Géza Csáth (pseudónimo de József Brenner), nasceu em 1887 perto de Szabadka, no sul da Hungria e era primo direito do poeta e escritor Dezső Kosztolányi. Aos dezoito anos de idade publicou o seu primeiro conto numa prestigiada revista literária. Era pintor e violinista apaixonado, mas acabou por decidir estudar medicina, e ao mesmo tempo continuou a publicar em revistas literárias. As suas histórias refletem também a influência da psicanálise vienense precoce, largamente influenciadas pelos estudos de Freud e pelos dramas que viveu desde a Primeira Guerra Mundial. Tornou-se ginecologista e psiquiatra, mas a sua maior ambição era escrever. Publicou pequenas histórias, críticas musicais importantes, estudos sobre evolução e dramas. A sua dependência do ópio começou em 1910, quando lhe foi erroneamente diagnosticada tuberculose. Os seus Diários relatam a sua luta contra a toxicodependência. Trabalhou em várias estâncias termais e até que a morfina o destruiu completamente. Casou com Olga Jónás, que matou em 1919 num ataque de paranoia, devido ao consumo de drogas. Foi internado num hospital do qual escapou e tentou regressar à Hungria, atravessando a linha de demarcação. Quando foi preso, bebeu o veneno que transportava consigo.

 

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