Magyar Gulag. Vale sempre a pena conhecer a história, mesmo que doa…

por LMn

”Először tönkretesszük magukat fizikailag, azután majd lelkileg, végül felakasztjuk magukat. Mi ebben az országban azt csinálunk, amit akarunk” – A tábor operatív tisztje – Kazinbbarcika Internalótabor (1951-1953).

 

“Em primeiro lugar vamos destruir-vos fisicamente, depois mentalmente e no final serão enforcados. Neste país fazemos o que queremos” – O Oficial Operacional do Campo de Internamento de Kazinbbarcika (1951-1953).

Com o fim da Segunda Guerra Mundial em 1945 e a derrota das Potências do Eixo – inicialmente constituído pela Alemanha, Japão e Itália, seguidos da adesão de outros países, tendo entre estes, a Hungria sido o primeiro, e a vitória dos Aliados, primeiro na Europa e depois do Extremo-Oriente, a Hungria, um dos países derrotados, foi ocupada pelo exército vermelho, situação que definiu para muitos anos, a vida e a história do país. O modelo soviético de partido único e da “ditadura do proletariado” foi instaurada, o regime “socialista”, o “socialismo real”, durou até 1989-90.

Foi também assim com a instalação de campos de trabalhos forçados – Magyar Gulag (Gulag Húngaro) de 1945 a 1953 (ano que coincide com a morte de Estaline), onde eram obrigados a trabalhar até à exaustão e muitas vezes até à morte, 150 mil pessoas, verdadeiros escravos do estado e do partido comunista. Uma imensa força de trabalho não remunerada, malnutrida e maltratada, que em muito contribuiu para que os objetivos do primeiro Plano Quinquenal Socialista fossem alcançados.

O Campo de trabalhos forçados de Recsk – hoje Recsk National Memorial Park, inaugurado em 1996 – foi um dos piores e funcionou entre 1950 e 1953. Este campo de trabalho, estabelecido secretamente, seguindo o modelo soviético, foi dirigido pela famigerada ÁVH, a polícia política, a KGB húngara.

Os 1500 prisioneiros detidos por razões políticas derivavam de diferentes camadas da sociedade, desde antigos políticos a poetas, ex-proprietários de terras, trabalhadores manuais e intelectuais. Os prisioneiros para aí deportados sem qualquer jurisdição foram mantidos em condições desumanas até aos últimos dias do seu funcionamento. Entre eles, muitos morreram de fome, de acidente ou pelas sevícias e castigos impostos pelos guardas.

 

Vide Sobre o Gulag húngaro (em inglês)  https://munkataborok.hu/en/recsk/1

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