Luxemburgo financia acesso, qualidade e quantidade de água em Cabo Verde

por LMn | Lusa

 O encarregado de negócios da Embaixada do Grão-Ducado do Luxemburgo, Thomas Barbancey, mostrou-se hoje orgulhoso de o seu país ter melhorado o acesso, qualidade e quantidade de água em Cabo Verde, através de um programa que financiou.

O responsável diplomático intervinha, na cidade da Praia, numa sessão para exposição fotográfica sobre o Programa de Apoio ao Setor de Água e Saneamento (PASEA), financiado pela Cooperação Luxemburguesa, no âmbito do IV Programa Indicativo de Cooperação (PIC – 2016-2020) entre os dois países, no valor de 1,5 mil milhões de escudos (13,6 milhões de euros).

Nos últimos quatros anos, Thomas Barbancey destacou os “progressos claros” nesses setores, que são a mais antiga da cooperação com Cabo Verde.

E apontou melhorias no reforço da governação eficiência dos fornecedores de serviços de água e saneamento, quadros legais e regulamentares e capacidade dos reguladores, bem como acesso à água e saneamento, em especial nas escolas.

Nos últimos quatro anos, destacou a melhoria no acesso à água, que passou de 66,4% em 2016 para os 70,3% da população em 2018.

E também mostrou melhorias no consumo de água em Cabo Verde, tendo a quantidade consumida por pessoa passado dos 38 litros por dia em 2016 para os atuais mais de 60 litros por pessoa.

“A par, muito foi feito para reforçar o nexo água energia, que é fundamental para o desenvolvimento sustentável, especialmente, em Cabo Verde, considerando a carga da eletricidade sobre o custo final da água”, enfatizou Thomas Barbancey.

Neste âmbito, o encarregado de negócios congratulou-se ainda com um projeto (PROMOSAN) que permitiu a reabilitação de casas de banho e cozinhas em 100 escolas do ensino básico em todo o país.

“Estimando-se que cerca de 38% dos alunos do ensino básico beneficiários do projeto passaram cada um a consumir em média 4,9 litros de água por dia, antes era de 0,8 litros por dia, e isto inclui a água utilizada nas cozinhas”, frisou.

“Este ganho representa muito para os meninos de hoje, mas também para a sociedade de amanhã”, completou responsável diplomático, reafirmando o compromisso do Luxemburgo de continuar a trabalhar no setor nos próximos cinco anos.

“Para ajudar a consolidar estes ganhos e assegurar uma cada vez maior taxa de acesso dos cabo-verdianos a serviços de água e saneamento de qualidade e a preços acessíveis”, perspetivou.

Melhoria da sustentabilidade financeira do setor e da disponibilidade de dados setoriais, melhoria da eficiência das empresas de prestação de serviços de água potável e de saneamento e melhoria dos serviços de saneamento pelas instituições responsáveis foram os três eixos do programa.

As relações de cooperação entre Cabo Verde e o Luxemburgo datam dos finais da década de 80 e, em 1993, Cabo Verde tornou-se um país parceiro privilegiado da Cooperação Luxemburguesa, após a assinatura, a 3 de agosto de 1993, de um primeiro Acordo Geral de Cooperação, que define o quadro geral das atividades de cooperação, entre os dois países, nos domínios cultural, científico, técnico, financeiro e económico.

Desde 1999 realizam-se anualmente – na Praia e no Luxemburgo, alternadamente – Comissões de Parceria entre os dois países.

Em janeiro de 2002, os dois países assinaram um primeiro Programa Indicativo de Cooperação (PIC) por um período de quatro anos (2002- 2005), o qual contribuiu para um aumento da coerência, da flexibilidade e da sustentabilidade nas relações de cooperação.

Devido à pandemia da covid-19, o atual PIC foi alargado para durante este ano e em junho, os dois países assinaram quinto programa de cooperação, para o período 2022-2026, no valor de 78 milhões de euros.

Emprego e empregabilidade, água e saneamento, transição energética e clima são alguns dos setores contemplados com as ajudas do Luxemburgo a Cabo Verde.

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