LMN apresenta o seu novo colaborador: o escritor e viajante Vitor Vicente residente em Budapeste. Bem-vindo Vitor!

por LMn

Todos nós podemos (senão devemos) ser nós próprios e o nosso contrário – nisto acredita Vitor Vicente, o narrador de ‘Israel, Jezebel’, “O avião de Papel”, “A Alfândega”, “o Apeadeiro”, “Ambulatório”, entre outros. Expatriado e em constante mudança, segue viagem não pelo destino, mas pelo prazer da trajetória. Carregando a vida na sua bagagem, vai descobrir que a sua Pátria não está em um lugar, mas no contato com as pessoas com quem se cruza. É assim que segue os seus dias. É assim que se encontra. É como admite construir a sua narrativa romanesca, que faz refletir sobre as contradições que nos constroem, com as quais muitas vezes lutamos, mas que são também parte de nós. Bem-vindo Vitor.

Portugal, Barreiro (1983-2006)

  • Estuda Filosofia, primeiro na FCSH e depois na FLUL. Não concluí o curso. Fosse hoje, também não crê que o concluiria; a única diferença é que não se vê sequer a tentá-lo mudando de universidade.
  • Cria a Editora Canto Escuro, em cujo catálogo publica os seus primeiros títulos e obras de autores nacionais e estrangeiros.

Espanha, Barcelona e Vilanova i la Geltrú (2006-2010)

  • Primeiro contato com o setor do Turismo. A rotina como staff de aeroporto inspira boa parte de Avião de Papel  (Páreas, Párias, 2018).
  • Escreve Sobre Vivências em Barcelona, relato dos anos passados na Catalunha, com publicação agendada para 2021.

Irlanda, Dublin (2010-2014)

  • Termina a atividade editorial. Continua empregado no Turismo e viaja frequentemente.
  • Deste período remonta o grosso de Ambulatório (Temas Originais, 2019), e Fúria de Viajar, com lançamento igual previsto para o presente ano.

Polónia, Katowice e Cracóvia (2014-2015)

  • Trocado o Turismo por Procurement, muda-se para a Polónia na sequência de uma oferta de trabalho e movido pelo velho fascínio por países ex-comunistas.
  • Das movidas entre Katowice e Cracóvia nasce Sonetos nem sempre Silesianos (Temas Originais, 2016).

Irlanda, Dublin (2015-2016)

  1. Retorna a Dublin. O regresso não é inocente. Foi Dublin que o fez pensar, pela primeira vez e seriamente, no ano de 2006, em sair de Portugal.
  2. Redige a coletânea de poemas em prosa O Hóspede de Harry Kernoff,  baseada nas pinturas do artista plástico Russo-Irlandês com o mesmo nome. Encontra-se atualmente a ser traduzido para Inglês e terá edição bilingue.

Hungria, Budapeste (2016-2020)

  • A tal atração pelo lado mais a Leste da Europa e uma proposta laboral, levam-no a Budapeste.
  • Em conversa recente com Joaquim Pimpão, deu-se conta de que a Hungria, no meio das errâncias, se trata do país onde viveu o maior número de consecutivos anos. Apesar do inopinado fato, deu por terminado um livro mormente composto de memórias na capital magiar.
  • Mora em Buda, com um gato que lhe chegou em pleno Hanukkah, a quem chamou de Hanucat e dedicou Israel, Jezebel (Jaguatirica, 2019).

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