Liberdade de Imprensa: Caso da espionagem a jornalistas tem repercussão internacional

por LMn

Do Conselho da Europa ao Instituto de Imprensa Internacional, caso da vigilância a jornalistas tem tido impacto além fronteiras.

O caso da vigilância a jornalistas que a SÁBADO denuncia na edição desta semana, está a ter impacto fora de Portugal. Em causa a vigilância pedida pelo Ministério Público a jornalistas para tentar descobrir quem eram as suas fontes de informação no caso E-Toupeira.

Na página do Conselho da Europa para a promoção da liberdade de imprensa foi divulgada a informação de que as autoridades portugueses mandaram vigiar jornalistas colocando em causa a proteção das fontes, refere a notícia. É também dada a indicação de que o Estado Português ainda não respondeu a esta denúncia.

Dois dos associados desta página do Conselho da Europa também já se pronunciaram sobre o caso. São eles o Instituto de Imprensa Internacional (IPI) e a Federação Europeia de Jornalistas (EFJ). Esta última, da qual sindicato dos jornalistas portugueses é associado, denuncia “a clara violação da confidencialidade das fontes jornalísticas, considerando a sua importância para a liberdade de imprensa numa sociedade democrática e o efeito potencialmente alarmante que uma ordem para a divulgação de uma fonte tem sobre o exercício dessa liberdade”.

“Qualquer interferência no direito à proteção de fontes jornalísticas que possa levar à sua identificação deve ser apoiada por eficazes salvaguardas legais”, defendeu o secretário-geral da EFJ, Ricardo Gutiérrez. Considerando que tal não aconteceu neste caso, a Federação anunciou ter denunciado o caso ao Conselho da Europa.

Também o Instituto de Imprensa Internacional publicou uma informação onde denuncia “a grosseira violação do direito à confidencialidade das fontes”. “A falta de uma supervisão judicial nesta séria violação dos diretos dos jornalistas e da liberdade de imprensa é extremamente preocupante e exige uma resposta imediata das autoridades portuguesas. Deve ser aberta uma investigação transparente para apurar se estas medidas de vigilância violaram a lei e como esta vigilância a jornalistas por uma autoridade foi autorizada e aconteceu”, defendeu o vice-diretor Scott Griffen.

Em causa está o facto de o Ministério Público (MP) ter pedido à PSP para vigiar quatro jornalistas – Carlos Rodrigues Lima da SÁBADO, Henrique Machado agora da TVI, na época do Correio da Manhã, Sílvia Caneco da Visão e Isabel Horta, então da SIC – para tentar descobrir quem seriam as suas fontes no caso E-Toupeira.

Fonte: Sábado.pt

Print Friendly, PDF & Email

Também poderá gostar de

O nosso website utiliza cookies para melhorar a sua experiência de navegação. Aceitar Ler Mais

Privacidade