Lançamento livro de poemas “Praia aberta nas margens do Lethé” em Curitiba, Brasil

por LMn

Tegnap volt a brazíliai Curitibában “Praia aberta nas margens do Lethé / Szabadstrand a Lethé partján” című verseskönyvem bemutatója. Körülbelül ezt mondtam: / Ontem tivemos o lançamento do meu livro de poemas “Praia aberta nas margens do Lethé” em Curitiba, Brasil.

Eu disse algo assim:

Senhoras e senhores! Em primeiro lugar, fico muito grato por ver publicado meu livro de poemas no Brasil depois de meu volume de contos. Isso é uma grande honra e alegria para mim!

Quando alguém começa a escrever poemas, não pensa em mais nada. Entra no mundo e ambiente do poema, e não consegue ver mais outra coisa. Escrevi meus primeiros poemas há cerca de trinta a trinta e cinco anos e, naquele tempo,ainda não pensei que eles poderiam aparecer publicados no futuro. Ainda menos que possa ter algum dia um volume em Húngaro. Ainda menos que eles fossem traduzidos para línguas estrangeiras um dia.

No ano passado e neste, pude experimentar este sentimento de uma forma mais intensa: outro volume de poemas em Húngaro foi concluído. E a tradução também está disponível em vários idiomas. Este ano, meus livros foram publicados no Egito, Sérvia, Montenegro, Portugal e também aqui no Brasil. Uma tradução em romeno, polonês e inglês está em preparação. Estou constantemente consultando e trabalhando com meus tradutores.

É uma experiência maravilhosa. De vários pontos de vista. Como disse, quando escrevo um poema, entro no mundo do poema. Quase como construindo uma casa de jeito de um arquiteto. Eu o mobilo como um apartamento. Eu o projeto como residente de acordo com minhas necessidades pessoais. Quando fazemos as traduções, meus poemas parece que convidam convidados raros e especiais. Não hóspedes, mas inquilinos. Eles entram e também ocupam as salas dos poemas. Eles também usam um poema em seu apartamento como móveis, talheres. Então eles também pedem emprestado e compram minhas roupas, sapatos, casacos.

Minhas palavras são transformadas, transpostas em palavras de outro idioma. Quer eu entenda essa linguagem quer não. Elas soam estranhas de alguma forma. Já não parecem minhas palavras. Quando leio uma tradução, é como se não lesse meus próprios textos. Mas mesmo assim estou lendo meus próprios textos. O som e a linguagem não são mais meus, mas a substância sim. Isso continua sendo muito meu. É um sentimento estranho.

Agradecimentos especiais por estes dois livros meus poderem aparecer com fotos. Levo a poesia a sério, e penso na fotografia como um passatempo ameno. Aonde quer que eu tenha viajado no mundo, levava comigo uma câmara. Quer a centros turísticos, quer a paisagens e praias fabulosas, noite cambojana, bairros sunitas do Líbano, a cidade dos mortos no Egito, favelas argentinas e brasileiras. Levava-a para todos os lugares, sem nenhum propósito particular. Amo tirar fotos, mas nunca pretendi ser fotógrafo.

No entanto, agora é uma experiência estranha ver meus poemas escritos em qualquer lugar do mundo junto com minhas fotos tiradas naqueles lugares do mundo. Juntos — eles formam uma unidade. E assim juntos mostram ainda melhor a substância que está nos textos e que meus excelentes tradutores traduziram para o português.

Agradeço aos tradutores por trabalharem com meus textos. Obrigado à equipe da editora por produzir dois belos livros. E obrigado ao meu amigo Marco Aurélio Schetino de Lima por administrar o nascimento dos livros.

Editora Clássica, 2021. Traduções e versões portuguesas por: Nelson Ascher, João Miguel Henriques, Airton Uchoa Neto, Joaquim Pimpão e Ernesto Rodrigues

Fonte: https://www.facebook.com/daniellevente.pal

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