Katalin Karikó. A vacina contra o Covid-19 e o Prémio Nobel

por LMn

A já famosa Bioquímica Katalin Karikó nasceu em Szolnok em 17 de outubro de 1955, e formou-se na Universidade de Szeged. Em 1985 emigrou com o marido e a filha de 3 anos  para os Estados Unidos. O último número do semanário HVG publicou uma entrevista com ela que começa assim:

HVG: No dia em que completava 30 anos foi despedida do Centro de Pesquisa Biológica da MTA-Academia de Ciências da Hungria de Szeged. Porque foi parar a Filadélfia?

Katalin Karikó: Eu também me inscrevi e concorri para França, Espanha, Inglaterra, mas de todos os sítios recebi a mesma resposta, que eu poderia ir, mas teria de conseguir uma bolsa. Mas isso naquela altura não foi possível  Por fim, a Temple University ofereceu-me um emprego.

Solicitamos os 100 dólares a que na época tínhamos direito, 50 para minha filha, Zsuzsika, 50 para meu marido, Béla. Eu não tinha direito porque tinha um contrato de trabalho. Mas como não queríamos começar a nossa aventura no mundo por apenas 100 dólares, vendemos nosso carro, o Lada, trocámos o dinheiro no mercado negro e escondemos, costuramos no urso de brinquedo de Zsuzsika que levamos conosco. Desistimos de tudo o que tínhamos, a nossa passagem aérea era apenas de ida, de uma só direção. Não conhecíamos ninguém na América; ali fomos lançados nas águas profundas, tivemos que aprender rapidamente a nadar, caso contrário, ficaríamos todos submersos.

Assim começa a entrevista que a Bioquímico Katalin Karikó concedeu ao semanário húngaro HVG, em que conta como deixaram a Hungria em 1985,  como começou e continuou – com tantas dificuldades e tantos recomeços -, a sua história, até aos nossos dias, ao desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus por parte da Pfizer/ BioNTech e a Moderna, usando uma patente conjunta de Katalin Karikó com Drew Weismann. e é até mencionada entre os potenciais vencedores do Prémio Nobel.

A essência do método de Karikó-Weismann é que a vacina não usa RNA mensageiro (mRNA) baseado em DNA, mas sim modificado. Devido a redução de pessoal, foi despedida em 1985, mas Katalin acrescentou que se tivesse ficado em Szeged teria sido um pesquisador medíocre – agora é o vice-presidente da BionNTechn.

Quando o HVG lhe perguntou sobre suas chances no Prémio Nobel, respondeu: “A minha mãe em outubro tinha o costume de ouvir a rádio sobre quem tinha ganho o Prémio Nobel e sempre me dizia:“ Katika, um dia talvez também tu ganhes. Eu respondia, mãe, eu não consegui nem mesmo uma bolsa de estudos, muito menos um Prémio Nobel! Não pensei nisso desde então, é importante para mim que o maior número possível de pessoas receba a vacina e as proteja da infecção provocada pelo novo coronavírus.

A sua filha Susan (Zsuzsanna) Francia que nasceu em Szeged em 8 de novembro de 1982, foi 2 vezes campeã olímpica de remo e 5 vezes do mundo pela seleção dos Estados Unidos.

Katalin Karikó mais informação

https://en.wikipedia.org/wiki/Katalin_Kariko

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