József Szabó: o “pai” dos Cinco Violinos

por João Amendoeira Peixoto

József Szabó (1896-1973), é provavelmente dos húngaros com maior pegada desportiva na história do futebol português.

Como tivemos a oportunidade de verificar, há um número significativo de treinadores húngaros nas décadas de vida dos três grandes de Portugal, contabilizámos cerca de 14 elementos nascidos na Hungria.

José Szabo, forma pelo qual era conhecido entre os portugueses, marcou presença com notoriedade como treinador do FC Porto (1928-1936; 1945-1947) e do Sporting CP (1937-1945), tendo conseguido uma carreira recheada de títulos.

Szabo era um treinador com táticas inovadoras, recheadas de disciplina, regra e conhecimento, capazes de tecer resultados, fazendo-se acompanhar por um tabuleiro com peças de madeira para melhorar a compreensão das jogadas e respetiva performance da equipa.

Pelos azúis e brancos: um Campeonato Português de Futebol (1934–35), uma Taça de Portugal (1931–32), seis títulos do Campeonato do Porto (1930–31, 1931–32, 1932–33, 1933–34, 1934–35, 1935–36).

Importante aqui dizer que foi o primeiro treinador campeão nacional ao serviço do FC Porto, no que denominamos hoje por Primeira Liga.

Pelos leões: quatro títulos do Campeonato Português de Futebol (1937–38, 1940–41, 1943–44, 1953–54), três Taças de Portugal (1940–41, 1944–45, 1953–54), seis Campeonatos de Lisboa (1937–38, 1938–39, 1940–41, 1941–42, 1942–43, 1944–45) e uma Taça Império (1943–44).

Contam as lendas do futebol, que num treino do Sporting, Peyroteo terá chegado atrasado, ao que Szabo ordena que corra à volta do campo, retorquindo: “Para mim, os jogadores são todos iguais”.

José Szabo introduz no Sporting o sistema tático dos cinco avançados, a base que viria a originar uma das maiores lendas do futebol português: os Cinco Violinos.

Em imagem surge a conquista, pela segunda vez, da Taça “O Século”, na década de cinquenta, nos braços de Peyroteo com José Szabo, de fundo, parecendo transbordar a vitória contida num rosto de trabalho, dedicação e conquista ao serviço do futebol.

Na sua passagem pelo futebol português acompanhou igualmente o Nacional da Madeira (1926-1929), o Marítimo (1929-1930), o Sporting de Braga (1936-1937; 1945; 1956-1957), entre outros clubes da primeira e segunda divisão portuguesa, teve igualmente uma passagem por Angola (1965-1966).

José Szabo tinha como lema de vida: “no futebol o sucesso faz-se com 10 por cento de génio e 90 por cento de transpiração”.

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