Investimento estrangeiro em Portugal atinge recorde em 2021

por LMn

Apesar da pandemia, a AICEP reporta já um aumento no investimento contratualizado que coloca este indicador acima do valor global registado em 2019, quando tinha atingido um recorde. Para o presidente da agência, este resultado permite uma ambição renovada nos próximos ciclos de investimento.

A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) anunciou esta segunda-feira que, até outubro deste ano, foi já ultrapassado o valor recorde anual de investimento contratualizado em Portugal, que se reportava a 2019.

A agência informa que, no âmbito do PT2020, os valores provisório até outubro deste ano chegam a 1.233 milhões de euros, o que supera já o valor recorde registado até este ano, que era de 1.172 milhões de euros, em 2019.

Detalhou Luís Castro Henriques, presidente do organismo, que este valor corresponde a “mais de dois mil postos de trabalho, mas [no final do ano] este número deverá acabar acima” deste valor, e destacou o papel das empresas exportadoras neste feito, cuja resiliência, competitividade e trabalho durante os anos que antecederam a pandemia permitiram este resultado.

“Se havia dúvidas, em 2019, que a nossa economia e as empresas exportadoras tinham a resiliência para continuar a vencer, os resultados estão à vista”, argumentou Castro Henriques na conferência anual da AICEP, que se realizou esta segunda-feira, sublinhando que tal só foi possível porque “as empresas exportadoras portuguesas fartaram-se de trabalhar nesta década, conseguindo ganhar competitividade, conquistar o mercado fora, bons clientes e mercados”.

O corrente ano viu ainda 30 clientes novos a operar em Portugal, um número que fica próximo do máximo registado em 2019, que foi de 33, e que permite à agência projetar que este recorde também seja ultrapassado em 2021.

Esta resiliência, continua, permite ao país olhar para os próximos anos com uma ambição reforçada, visto que “este ciclo de investimento está ganho”. Para o presidente da AICEP, a capacidade do país de manter a sua competitividade face às dificuldades criadas pela pandemia coloca Portugal numa posição privilegiada para os próximos anos, visto que “este é um jogo relativo”, ou seja, em que o importante é manter a vantagem em relação a outras economias exportadoras.

Fonte: João Barros – https://jornaleconomico.sapo.pt/

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