Investimento é o fermento de que o pão precisa. Setor foi dos menos abalados pela pandemia

por LMn

O mercado de panificação e pastelaria industriais registou um crescimento de 3,5% e um aumento das exportações de 7,5%, em 2019, revela um estudo da DBK – Observatório Setorial que foi apresentado esta semana.

Cerca de metade das empresas do setor apresenta resiliência financeira elevada ou média-alta, facto que poderá ser decisivo para enfrentarem a atual crise, desencadeada pela pandemia de Covid-19.

O impacto da pandemia foi menor neste setor do que nos outros, com dois terços das empresas da panificação e pastelaria a registar um impacto médio ou baixo, de acordo com os dados apurados.

O setor da panificação e pastelaria industriais representa cerca de 25 mil empregos, distribuídos por mais de 6 mil empresas.

Um terço (34%) destas empresas têm um risco de atraso nos pagamentos baixo, enquanto 19% tem um risco médio-alto ou elevado de incorrer neste tipo de incumprimento.

Em relação ao risco de, nos próximos 12 meses, as empresas do setor encerrarem com dívidas por liquidar, 52% dos negócios tem um risco reduzido ou mínimo, 38% registam um risco moderado e 7% um risco elevado.

Albertino Santos, dirigente dos Industriais de Panificação, Pastelaria e Similares de Lisboa, explica que o setor da panificação está dividido em três subsetores: o pão de longa duração (como pão congelado), a panificação artesanal, e a panificação tradicional, que existe “desde sempre”.

A pandemia de Covid-19 afetou o mercado de panificação, mas não o pôs em risco porque “o pão tem futuro, é um setor que esteve sempre presente durante a pandemia”. No entanto, as empresas ligadas à restauração e hotelaria estão com algumas dificuldades financeiras.

Albertino Santos apela ao Governo para que haja investimento, linhas de crédito para reestruturar o setor. Esse é o fermento que vai fazer crescer o setor e o mercado tradicional precisa desse incentivo como de pão para a boca.

“O pão está presente todos os dias e devemos dar atenção às padarias de bairro, às padarias da aldeia. Todas essas movem muitas pessoas, a economia local, dão emprego a muita gente e levam o pão quente à população”, afirma Albertino Santos.

Fonte: TSF

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