Hungria rejeita as ideias ‘loucas’ da UE sobre energia

por LMn | Lusa
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O Ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro rejeitou firmemente as propostas para uma aquisição conjunta obrigatória de gás da UE e um mecanismo de solidariedade no Conselho da Energia no Luxemburgo.

“É evidente que a Comissão Europeia não aprendeu com os seus erros no passado e não quer enfrentar a realidade, embora as medidas tomadas por Bruxelas até agora só tenham exacerbado a crise energética”, disse o Ministro dos Negócios Estrangeiros e do Comércio Péter Szijjártó numa conferência de imprensa após a reunião dos Ministros da Energia da UE no Luxemburgo, na terça-feira.

Segundo Szijjártó, na reunião “foram apresentadas algumas ideias bastante loucas”, com um participante a sugerir, por exemplo, a introdução de um limite de preço inferior a par do superior, para evitar que o baixo preço do gás comprometa os esforços de poupança de energia.

Falando das linhas vermelhas da Hungria, Szijjártó disse que uma plataforma comum de aquisição de gás só pode ser criada numa base voluntária. Szijjártó salientou que as medidas de preços máximos não devem de forma alguma afetar os contratos a longo prazo.

O ministro apelou à proposta de que os estados-membros informem previamente a Comissão se pretendem celebrar um contrato para a compra de mais de 472 milhões de metros cúbicos de gás “absurdo e inaceitável”.

Sobre a questão dos mecanismos de solidariedade, afirmou ser impensável que o gás natural comprado com o dinheiro dos contribuintes húngaros e armazenado na Hungria seja doado a outros países:

“Os burocratas europeus e alguns estados-membros estão atualmente a tentar proibir o gás natural da Rússia do mercado europeu, mas em caso de emergência, aceitá-lo-iam de um armazenamento húngaro”?

Finalmente, disse que a experiência da Hungria não coincide necessariamente com a dos países da Europa Ocidental em relação aos quais os fornecedores são fiáveis. Como recordou, a Gazprom da Rússia está a entregar os volumes contratados sem quaisquer problemas, enquanto duas empresas ocidentais já dececionaram a Hungria na extração de campos offshore romenos.

Fonte: MTI via Hungarytoday

Foto: Szijjártó Péter FB

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