Hungria quer entrar no Banco Eurasiático de Desenvolvimento (BDE)

por LMn

Na estratégia de abertura ao oriente levada a cabo pelo governo de Orbán, a Hungria planeia juntar-se ao BDE-Banco Eurasiático de Desenvolvimento.

A Hungria pretende aderir ao BDE para abrir novas fontes de financiamento para as empresas húngaras na Ásia, disse na terça-feira o Ministro dos Negócios Estrangeiros Péter Szijjártó durante uma visita ao Cazaquistão, de acordo com a sua página oficial no Facebook.

A mudança faz parte da diplomacia de “abertura oriental” do governo húngaro que também inclui o estabelecimento de relações estreitas com a China, que está a construir uma grande linha ferroviária ligando Budapeste e Belgrado. “Isto (juntar-se ao BDE) visa abrir novas fontes de financiamento para as empresas húngaras para as ajudar a ter ainda mais sucesso nos mercados eurasiáticos”, disse Szijjartó.

O Banco Eurasiático de Desenvolvimento foi fundado pela Rússia e pelo Cazaquistão em 2006, visa promover o crescimento económico nos seus estados membros, alargar os laços comerciais entre eles e apoiar a integração eurasiática através do investimento. Tem atualmente seis membros, todos as antigas repúblicas soviéticas.

Numa outra demonstração da inclinação da Hungria para leste, dentro de poucos anos, a China planeia abrir em Budapeste, um enorme campus da Universidade Fudan de Xangai, será o primeiro da União Europeia.

Na terça-feira, citando uma proposta governamental, o website de investigação húngaro Direkt36 relatou que o campus da Universidade de Fudan seria construído com um empréstimo chinês de mais de 450 mil milhões de forints (1,47 mil milhões de dólares). A Hungria contribuirá também com 100 mil milhões de forints para o projecto. Este montante será superior aos gastos totais do governo com o ensino superior em 2019, escreveu a Direkt36.

O governo não respondeu às perguntas enviadas por e-mail pela Reuters relativamente ao projeto universitário.

Por outro lado o projecto ferroviário chinês faz parte da iniciativa One Belt, One Road, de Pequim, destinada a abrir novos mercados estrangeiros às empresas chinesas.

A Hungria, que entra frequentemente em conflito com a UE por causa da liberdade dos meios de comunicação social e da sua política de migração, forçou uma universidade fundada pelo filantropo bilionário George Soros a transferir a maioria das suas actividades de Budapeste para Viena.

Fonte: Reuters

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