Hungria: Nova guerra entre o PM Viktor Orbán e a oposição liderada pelo PCM Budapeste

por LMn

Os partidos da oposição criticaram fortemente as medidas complementares ao plano do governo para proteger e recuperar a economia das consequências da pandemia, anunciadas pelo primeiro-ministro Viktor Orbán no sábado.

O porta-voz da Coligação Democrática (DK) Balázs Barkóczi disse que o governo Orbán tinha “entrado bem fundo nos bolsos do poder local e municipal”, reduzindo para metade o imposto (empresarial) local sobre as empresas, que é uma das principais fontes de receitas para as autarquias na Hungria. O DK apelou ao governo para, em vez dessa medida de ataque direto ao funcionamento das câmaras municipais, renunciar ao imposto sobre as sociedades e dar apoio directo às empresas em dificuldades, bem como às pessoas que perderam os seus empregos devido a “acção governamental insuficiente para proteger os locais de trabalho”.

O líder do Partido Jobbik Péter Jakab disse numa mensagem no Facebook que a promessa do governo de cobrir dois terços dos custos salariais em sectores forçados a fechar por causa da epidemia era “demasiado pouco mesmo para alívio cosmético”, acrescentando que não foi feita qualquer menção ao aumento de apoios para os trabalhadores desempregados devido ao Covid-19.

O co-presidente do Partido Socialista, Bertalan Tóth disse que uma redução da taxa do IVA sobre os produtos de primeira necessidade ou um aumento dos apoios e benefícios dos candidatos a emprego teria ajudado, mas “o regime Fidesz mais uma vez não presta assistência às pessoas que lutam para sobreviver”.

O Presidente da Câmara de Budapeste, Gergely Karácsony, co-presidente do Partido Párbeszéd, afirmou “Orbán decapitou o poder local” numa declaração sobre a redução de 50% do imposto local sobre as empresas “durante 30 anos de poder local, este imposto foi a base da vida e do funcionamento do serviço público autárquico, esta medida não vai gerir a crise, mas torná-la ainda pior”.

Por seu lado, o Partido Fidesz do governo (oposição na capital húngara) diz que o Presidente da Câmara de Budapeste, Gergely Karácsony, em apenas 2 anos, está a esvaziar a capital de 10 anos de acumulação de reservas financeiras, num post no FB um dia depois  do orçamento da cidade para 2021 ter sido anunciado e que Karácsony tinha dado o passo sem precedentes de decidir sozinho o orçamento, sem qualquer discussão com a oposição.

Na sexta-feira, O Presidente da Câmara de Budapeste, exercendo os poderes de estado de emergência devido à epidemia, declarou que o orçamento do próximo ano teria do lado das despesas 390 mil milhões de forints (1,09 mil milhões de euros) e das receitas de 249,4 mil milhões de forints. O défice de 140,6 mil milhões de forints será financiado com 63,1 mil milhões de forints das reservas, 45,5 mil milhões de forints em crédito e 38,1 mil milhões de forints em títulos domésticos, enquanto que a cidade reembolsará também 6,1 mil milhões de forints da sua dívida, acrescentou.

Fonte: MTI

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