Hungria: Ministro das Finanças – Uma política fiscal mais flexível proporciona flexibilidade

por LMn

Os objectivos do défice orçamental modificados para os próximos anos, motivados pela contínua mudança do ambiente global e pela necessidade de recuperação das capacidades da economia, tornam indispensável a flexibilidade, disse o Ministro das Finanças Mihály Varga em entrevista ao portal de negócios Portfolio.hu publicada nesta segunda-feira.

Questionado para explicar a motivação do governo para aumentar significativamente as suas metas de défice nos próximos anos, Varga apontou para o contexto global da pandemia. “Por um lado, o ambiente internacional está em constante mudança. Ninguém pensava que outra onda de infecções se seguiria à segunda. Devido a isso, a recuperação da economia será um processo mais lento. Foi isso que levou o governo húngaro a repensar os cenários possíveis”, disse Varga.

“Mas nos seremos os primeiros a celebrar, se os objectivos orçamentais tiverem de ser novamente modificados porque a recuperação é mais rápida e mais forte devido ao efeito das elevadas taxas de vacinação, de tal modo que o orçamento de 2022 tem de ser alterado”, acrescentou ele.

“Vamos manter-nos flexíveis! O governo húngaro responde rapidamente aos desafios e está também pronto a ponderar novas perspectivas quando rever algumas tendências. É isso que estamos agora a fazer”, disse Varga.

Varga reconheceu as preocupações manifestadas pelo “Conselho Fiscal” sobre o ritmo mais lento da redução do défice orçamental, mas disse “se queremos ultrapassar na curva, temos de carregar com mais força no pedal do acelerador”, pedindo emprestada uma frase do governador do banco central Gyorgy Matolcsy, que é membro do Conselho Fiscal. “A hora de sair da curva também chegará, quando o pé tiver de ser colocado no travão”, acrescentou ele.

Varga disse que o governo “não tem medo de sobreaquecer a economia”, mas está constantemente atento à inflação, à taxa de câmbio do forint, ao défice e ao rácio da dívida pública. “Não prevemos qualquer problema que requeira o arrefecimento de uma economia sobreaquecida em 2022 e maiores cortes nas despesas”, acrescentou ele.

Varga disse que as prioridades incluem investimento e expansão da capacidade, para criar novos empregos. A Hungria restabeleceu com sucesso a situação de quase pleno emprego em 2019, acrescentou ele. Citou uma crescente escassez de trabalhadores qualificados e acrescentou que, sem programas de formação e reestruturação, a mão-de-obra de reserva está a esgotar-se. Disse que será necessário tomar outras medidas nestas direcções mas, por enquanto, os impactos económicos da epidemia devem ser geridos.

Varga está otimista quanto às perspectivas para o segundo trimestre, esperando um forte ressurgimento. Ele espera que a produção tenha um salto 12-14% numa base anual durante o período. “É provável que se mantenha um crescimento económico superior a 4% durante todo o ano”, concluiu M. Varga.

Fonte: MTI/Portfólio.hu

Crédito de foto: MTI

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