Hungria. Ministro das Finanças: crise económica global mais dura agora do que em 2008

por LMn

Mihály Varga Ministro das Finanças disse esta segunda-feira, que a gestão da dívida pública da Hungria é estável e baseada em vários pilares. Para o próximo ano não há riscos significativos, e se for necessário, estão disponíveis grandes reservas nos cofres húngaros.

Os princípios do governo para a gestão da dívida seguidos até agora, vão continuar a ser respeitados no futuro. Acrescentou que a relação entre a dívida em divisas estrangeiras e a dívida total está a cair porque cada vez mais investidores domésticos estão envolvidos no financiamento do Estado.

Espera-se que a necessidade de financiamento líquido no próximo ano chegue a 3.332 mil milhões de forints (HUF), e metade desse montante deve ser conseguido no mercado de títulos em HUF. Além disso, está planeada uma nova emissão de de títulos em HUF verde a 30 anos .

Varga destacou que a crise económica global foi mais severa neste ano do que em 2008 e que o governo teve que apoiar apoios imediatos na defesa dos empregos, apoio diretos às empresas e ajuda para recuperação, tudo isso totalizando cerca de 28% do PIB.

No entanto, como fez questão de afirmar, que a economia húngara estava em muito melhor estado para suportar a atual situação da pandemia do que durante a crise financeira de 2008, acrescentando que a gestão da crise foi coberta pelos próprios recursos do país.

M. Varga afirmou que  dívida pública, diminuiu nos últimos anos, de 80%  do PIB em 2010 para 65,4% no final do ano passado. E a dívida externa foi reduzida de 56% do PIB em 2010 para 34% ao final de 2019. Ou seja, simultaneamente, as finanças públicas permaneceram estáveis e a situação financeira internacional da Hungria melhorou.

A economia deve-se contrair 6,4% este ano, enquanto o déficit orçamental deve ficar cerca dos 9% do PIB.. Embora o nível da dívida pública suba novamente para cerca de 80%, ainda ficará bem abaixo do de muitos outros países atingidos pela crise, acrescentou.

Concluiu afirmando que o objetivo continua a ser reduzir o déficit orçamental e a dívida nos próximos anos.

Fonte: MTI/Hungary Today
Crédito da foto: Szilárd Koszticsák / MTI

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