Hungria: Ministra da Família: No próximo ano governo vai gastar 3,500 mil milhões de HUF em apoio às famílias

por LMn

O governo húngaro vai gastar cerca de 3,500 mil milhões de forints (9,7 mil milhões de euros), ou seja 6,2% do PIB, em medidas de apoio à família em 2022, disse Katalin Novák, a ministra responsável pelos assuntos familiares, numa entrevista à edição de sábado ao diário pró-governamental Magyar Nemzet.

Comentando as alegações da oposição de esquerda de que o governo tinha elaborado um “orçamento eleitoralista” para o próximo ano, Novák disse que o governo tinha vindo a aumentar gradualmente as despesas em programas de apoio à família desde 2010.

“Não começámos apenas agora este trabalho, mas temos vindo continuamente a afetar mais recursos ao apoio às famílias”, disse K.Novák. “As despesas em medidas de apoio à família aumentarão para cerca de 3.500 mil milhões de forints no próximo ano de apenas 960 mil milhões em 2010”. Isto significa que o governo irá gastar 6,2% do PIB no apoio às famílias, “o que também é notável numa comparação internacional”, acrescentou a ministra.

Katalin Novák disse que o governo Orbán não estava simplesmente “a dar esmolas”, mas sim a implementar “medidas bem pensadas”, observando que os impostos sobre o rendimento têm vindo a ser gradualmente reduzidos desde 2010.

“Lembro-me de quando introduzimos pela primeira vez a taxa fixa de imposto sobre o rendimento das pessoas singulares, os nossos críticos diziam que isso iria destruir o orçamento, mas as receitas fiscais e o consumo aumentaram”, disse ela. “Esperamos mais uma vez que as poupanças a serem acumuladas pelas famílias reflitam na economia. Ainda não estamos a pensar em termos de medidas de austeridade, mas a procurar dar às pessoas mais espaço de manobra”.

Entretanto, Novák disse que o plano do governo para construir mais creches estava dentro do prazo e que haveria pelo menos 70.000 lugares creches prontas ou em curso até ao final de 2022.

Relativamente à posição do Conselho dos Idosos sobre a restauração das pensões do 13º mês, Novák disse que os idosos sentiam que estavam “a recuperar algo que lhes tinha sido retirado”.

Fonte: Magyar Nemzet/MTI

Crédito da foto: Zoltán Máthé/MTI

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