Hungria: Entrevista do Primeiro-Ministro à Rádio Kosssuth. Viktor Orbán sobre homossexualidade: “deixem os nossos filhos em paz”.

por LMn

Na entrevista deste domingo à Rádio Kossuth, o Primeiro Ministro falou, entre outras coisas, sobre o coronavírus, o Relatório do Estado de Direito da UE e o polémico livro infantil “Mesevilág (Mundo das histórias)” com o seu conteúdo de carácter homossexual.

Estamos a passar por um período difícil e um outro  período difícil está para chegar. Já estamos fartos do vírus, mas o vírus não está farto de nós. Entretanto, a nossa posição não mudou e enquanto não houver vacina, as medidas de defesa terão um papel fundamental – disse o Primeiro Ministro Viktor Orbán na Rádio Kossuth na manhã de domingo.

Segundo o chefe do governo, segundo informações dos especialistas, ele considera que os húngaros estão bastante seguros.

Falando sobre a defesa, o PM Orbán disse que, de acordo com as estimativas dos cientistas, na pior das hipóteses, o número de doentes em simultâneo está estimado em 200.000 pessoas. Isso significa o uso de 16.000 camas de hospital e 800-1000 ventiladores. Por isso e para ir pela certa, o governo quer estar o melhor preparado possível.

O Primeiro-Ministro acrescentou que a situação atual representa um grande peso para os médicos e equipas médicas, por isso é necessário liderança, muita entreajuda e naturalmente, as reorganizações são inevitáveis. Também há reclamações sobre isso, mas enquanto não houver vacina, é necessário redistribuir a força de trabalho, da saúde por onde ela seja mais necessária.

Falando sobre o aumento dos salários dos médicos, Vikto Orbán falou sobre o fato de que a segunda vaga será mais longa e difícil, e  os médicos e pessoal de saúde precisam de ser recompensados. O acerto, o aumento de salários dos médicos, recentemente anunciado, como disse, é também o pagar de uma dívida histórica, de muitos anos no setor de saúde.

No decorrer da entrevista também se abordou o relatório da União Europeia sobre o Estado de Direito. Viktor Orbán disse sobre isso:

Não posso dizer o que penso, por isso vou ser cauteloso.

Segundo Orbán, trata-se do fato de a Comissão Europeia ter elaborado um plano de migração, que não é aceitável pelos países do Grupo Visegrád e por isso um dos comissários da UE atacou a Hungria. Segundo Orbán, não foi o insulto que o fez reagir, mas sim o facto de o povo húngaro ter sido considerado “tonto”, porque não é capaz de ter uma opinião independente, de tomar as suas próprias decisões.

Em seguida, continuou o primeiro-ministro, foi publicado um relatório, que Orbán chama apenas de “relatório Soros”. É um ataque aberto e coordenado ”, disse ele. Enquanto ele pensa que deve se concentrar no vírus e na defesa. A tarefa agora devia ser uma, conter a pandemia.

Viktor Orbán também escreveu uma carta a Ursula von der Leyen, Presidente da Comissão Europeia, pedindo a demissão da Vice-Presidente da Comissário da UE mas ainda não recebeu uma resposta.

O Primeiro-Ministro também foi questionado pelo repórter da Rádio Kossuth sobre o que pensa sobre o livro infantil ”Mesevilág” que levantou muita poeira na Hungria, em que, por exemplo, o príncipe se casa com o príncipe. Orbán disse que essas são discussões bastante complexas mas não esquecer que existem leis na Hungria que se aplicam à homossexualidade. Segundo o chefe do governo, o “fenómeno” é tratado com paciência e tolerância pelos húngaros, mas há uma linha vermelha que não pode ser ultrapassada. A este respeito, sublinhou:

Deixem os nossos filhos em paz.

 

Fonte: 24.hu

Foto: pch24.pl

 

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