Hungria é o quinto país da UE com a menor taxa de desemprego

por LMn

Embora a taxa de desemprego tenha aumentado no período anterior, na Hungria, a situação ainda é satisfatória, em comparação com outros países europeus sob a pressão da segunda vaga epidémica do coronavírus.

A taxa de desemprego na Hungria não tem sido tão elevada nos últimos 3 anos. De acordo com o Eurostat, a taxa de emprego na EU aumentou para 7,8 %, tendo sofrido um acréscimo de 0,8 % relativamente ao ano passado.

A taxa húngara situada em 4,6%, é o quinto menor número de todos os países da UE. No entanto, na região, a Hungria não se encontra na melhor situação, visto que a taxa de desemprego é de apenas 2,7% na República Checa e de 3,1% na Polónia.

Malta (4,1%) e Alemanha (4,4%) também têm estatísticas mais favoráveis. A pior situação na UE encontra-se em Espanha, com uma taxa de desemprego de 16,2%. Dos 15,6 milhões de cidadãos desempregados da UE, 3,4 milhões são espanhóis. A Grécia provavelmente está pior do que a Espanha, mas os únicos dados que sabemos são de junho, quando a taxa era de 18,3%. O país com o terceiro pior resultado é a Itália, onde 9,7% da nação está desempregada.

Taxa de desemprego continua a descer em Portugal. Onde estão os desempregados?

População empregada voltou a diminuir em maio, mas segundo os indicadores do Instituto Nacional de Estatística o desemprego está em níveis mínimos: 5,5%. Desempregados estão a ser classificados como inativos. Taxa real de desemprego pode já superar os 14%.

A pandemia trocou as voltas à estatística e retirou à taxa de desemprego a importância que os analistas lhe atribuíam enquanto indicador de vitalidade económica do país. Não porque ela tenha deixado de ser relevante, mas porque deixou de traduzir a real dimensão do desemprego nacional.

Em Portugal, à semelhança de outras economias afetadas pela crise covid, a população empregada está a diminuir, mas o indicador do desemprego não só não aumenta, como até traça uma curva descendente.

Nos indicadores divulgados esta quarta-feira, o Instituto Nacional de Estatística (INE) dá conta de uma redução da população empregada para os 4.646,6 indivíduos. Em apenas um mês o país perdeu 104,9 mil empregos. No mesmo período a taxa de desemprego caiu para os 5,5%, o que compara com a taxa de 6,3% registada em abril.

É no grupo dos inativos que estão a ser enquadrados os milhares de desempregados que nos últimos meses têm sido empurrados para fora do mercado de trabalho. E é por isso que hoje a taxa de subutilização do trabalho, que já vai nos 14,2%, é um indicador mais próximo do desemprego “real” do que a própria taxa de desemprego.

Fontes consultadas:

Daily News

Eurostat

Expresso

INE

Foto: Pixabay

Também poderá gostar de

O nosso website utiliza cookies para melhorar a sua experiência de navegação. Aceitar Ler Mais

Privacidade