Hungria: É chocante como os salários são baixos

por LMn

Segundo o portal de economia penzcentrum.hu, se compararmos os salários em euros, a diferença entre a Europa Ocidental e a Hungria é chocante.

Se o fizermos tendo em consideração o padrão de poder de compra (PPC), as diferenças são menores, mas ainda assim significativas. Com base no PPC, um trabalhador dinamarquês, alemão ou austríaco recebe 2-3 vezes mais do que um húngaro.

Segundo o penzcentrum.hu, o cidadão dinamarquês médio recebe 27,2 EUR por hora enquanto é apenas 2,4 EUR na Bulgária. O primeiro é 11 vezes mais elevado que o segundo, embora ambos os países sejam membros da União Europeia. A diferença com a Bulgária como referência, também é válida para o Luxemburgo, Suécia, Bélgica, Irlanda, França e Alemanha.

A Hungria está em terceiro lugar – a contar dos últimos – na lista de países onde os trabalhadores recebem salários mais baixos. Apenas búlgaros e romenos recebem menos salário médio bruto do que os húngaros, cujo rendimento médio é de 1.562 HUF por hora (um pouco menos de 4,37 EUR).

Em fontes, o trabalhador dinamarquês médio recebe 9,656 HUF (27 EUR) por hora. A outra questão é saber quanto vale esse dinheiro no mercado; o que se pode comprar na Dinamarca e na Hungria. Evidentemente, na Dinamarca, o custo de vida é muito mais elevado do que na Hungria, pelo que o salário 11 vezes superior não significa um nível de vida 11 vezes superior.

Com base num relatório do Eurostat, tendo em consideração um padrão de poder de compra, a diferença entre a Dinamarca e a Hungria é  “apenas” 4,4 vezes a favor do país do norte da Europa.

Com base no critério PPC referido, a Hungria está no quinto lugar a partir de trás na lista acima mencionada, à frente da Lituânia, Letónia, Portugal e Bulgária, estando a Roménia à frente  da Hungria. Isto significa que um romeno médio pode viver com um nível de vida mais elevado do que um húngaro médio porque, apesar de receber um salário mais baixo, pode comprar mais por  menos.

No caso da Holanda, o salário bruto médio medido em PPC é duas vezes mais elevado do que na Hungria. É por isso que há tantos húngaros que decidiram deixar o país. Eles gostariam de alcançar um nível de vida mais elevado nos países da Europa Ocidental ou nos Estados Unidos. Embora o governo húngaro tenha lançado alguns programas para os ajudar a regressar a casa, até agora não foram bem sucedidos.

O Coronavírus mudou as tendências, uma vez que muitos foram forçados a regressar a casa, enquanto outros não puderam deixar o país. No entanto, após o fim da epidemia, acredita-se que muitos deixaram novamente a Hungria. Por exemplo, aqueles profissionais de saúde que agora estão proibidos de deixar os seus locais de trabalho, mas recebem salários baixos.

Fonte: penzcentrum.hu /Daily News Hungary

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