Hungria: “Aqui não haverá turismo” afirmam os hotéis de Budapeste

por LMn

Os gestores de hotéis em Budapeste já desistiram de uma boa época, e o sector ainda enfrenta muitos problemas. No caso de uma quarta vaga no Outono, os hotéis em Budapeste podem não sobreviver.

Segundo o HVG, o Campeonato Europeu de Futebol não trouxe a recuperação esperada. Um problema ainda maior é que os trabalhadores que deixaram o setor durante a epidemia não querem regressar devido à instabilidade do setor do turismo.

A indústria hoteleira tem estado ansiosamente à espera do cartão EU Covid, com o qual qualquer pessoa – especialmente aqueles que vieram de áreas “verdes” ou “amarelas” – pode circular livremente dentro do espaço Schengen. No entanto, mesmo com a possibilidade de viajar livremente, não parece ser uma época promissora para a capital húngara, disseram os gestores hoteleiros ao semanário HVG.

Tamás Flesch, o Presidente da Associação de Hotéis e Restaurantes Húngaros, diz que a indústria tinha grandes esperanças para o Europeu de Futebol, mas os jogos não atraíram tantos estrangeiros como esperavam. O jogo Holanda-República Checa atraiu o maior número de turistas a Budapeste, enquanto surpreendentemente poucos vieram para ver a Hungria jogar contra Portugal.

De acordo com Balázs Kovács, o CEO de Danubius, em Budapeste, o verão será trágico.

O turismo na capital depende sobretudo de estrangeiros, afirmou na ATV. No entanto, com as campanhas em todo o mundo sugerindo não viajar para o estrangeiro este ano, o turismo está em perigo. Kovács diz que a variante delta traz mais incertezas; a Grã-Bretanha aplicando políticas mais rigorosas, por exemplo, é uma notícia terrível para o mercado húngaro, muito apreciado pelos turistas britânicos.

Uma solução para a falta de tráfego poderia ser atrair turistas da província para a capital. A campanha Restart, iniciada em Junho, tenta mostrar aos turistas domésticos que Budapeste não é cara com vários descontos e ofertas.

Os gestores dos hotéis de Budapeste parecem concordar que, embora seja um objetivo nobre abrir-se ao turismo interno, os hóspedes da província não vão salvar a estação. A indústria levará cerca de dois a três anos a recuperar, afirma o diretor do Hotel Aquincum, Philippe Mahuas.

“Até as fronteiras se abrirem,aqui  não haverá turismo”, afirmou Philippe Mahuas.

Um problema ainda maior é a falta de mão-de-obra. Muitos profissionais abandonaram o setor e estão agora desconfiados, receosos de uma quarta vaga. Há uma escassez particularmente grande de chefes, criadas e empregados de mesa, disse ao HVG.

No caso de outra vaga atingir a Hungria no Outono, o sector deveria receber mais apoio do que antes, dizem os especialistas. “O sector está atormentado, as reservas esgotaram-se, o montante dos subsídios anteriores deve ser aumentado”, diz Balázs Kovács.

Fonte: HVG / ATV /Daily News Hungary

 

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