Hotéis de Budapeste na mira de investidores estrangeiros a preços de saldo

por LMn

Com a pandemia, os hotéis que actualmente em Budapeste estão fechados,  tornaram-se o principal alvo dos investidores estrangeiros que pensam poder obter unidades hoteleiras por metade ou um quarto dos preços antes praticados. Naturalmente, e por agora, os proprietários dos hotéis insistem nos seus preços pré-Covid. Neste contexto e segundo o mercado, ainda não se conhece que tenha sido feito algum  negócio. A questão que se coloca é, até quando?

Tal como em todo o mundo, em resultado da pandemia, também na capital húngara, o turismo provisoriamente fechou as portas. Os hotéis estão fechados, o pessoal é mandado embora – com muito poucas excepções daqueles que tentam manter os seus empregados até ao fim do vírus. Por conseguinte, seria lógico que os proprietários dos hotéis colocassem à venda os seus edifícios não utilizados, que na actual situação, não só não trazem qualquer rendimento,e ainda custam muito devido à sua manutenção.

É pois natural que tenham surgido muitos investidores estrangeiros (incluindo portugueses, ndr:LMn) no mercado hoteleiro de Budapeste; no entanto, repita-se, até agora não foi feito nenhum negócio.

“Não há crise, apenas bloqueio pandémico!” – é assim que Tamás Flesch, o presidente da Associação de Hotéis e Restaurantes Húngaros, pensa sobre a situação, e como co-proprietário do Grupo Continental, também é líder duma empresa de gestão hoteleira.

De acordo com T. Flesch, tais vendas ainda não são inevitáveis de serem concretizadas devido à actual moratória de crédito; graças à qual, os empréstimos de desenvolvimento ainda não têm de ser reembolsados, pelo que não há nada que obrigue os proprietários a vender. “Esta situação é tão estável que não é de esperar grandes vendas nas próximas semanas ou meses”.

Flesch acrescentou ainda que as construções de novas unidades hoteleiras em curso na capital também não irão parar, porque o sector está confiante que a vida regressará à normalidade no próximo ano e que os turistas regressarão à capital húngara.

Por outro lado, segundo o portal de notícias húngaro de economia e finanças Privátbankár, a situação é diferente para o caso dos hotéis cuja construção só foi planeada para agora, uma vez que já não são financiados com crédito por parte instituições financeiras – em contraste com a prática dos últimos anos, quando o dinheiro voou para empreendimentos turísticos que costumavam atingir picos de receitas.

Opinião diferente tem Péter Kraft, um conhecido especialista húngaro em turismo que apesar da presença já significativa de investidores europeus, chineses e árabes no mercado de Budapeste, neste momento “parece que a capital húngara foi “retirada” da arena dos investidores”.

Com base nas suas experiências, P. Kraft sabe que os potenciais compradores oferecem um desconto 20-40% inferior ao preço pré-epidémico; no entanto, até agora os proprietários não aceitaram nenhuma proposta. Como resultado, vários investidores mudaram-se para outras cidades europeias, tais como Berlim e Paris, uma vez que a queda dos preços também ali se faz sentir.

Ainda assim, em Budapeste há alguns exemplos que podem ser considerado irrealistas, como o Hotel Continental na Rua Dohány, que, juntamente com três hotéis mais pequenos, foi posto à venda por 80 milhões de euros antes da pandemia – agora os proprietários estão a pedir 130 milhões de euros. Da mesma forma, o mais recente hotel nas margens do Danúbio em Pest, Vision, foi colocado à venda por 35 milhões de euros, o que parece um pouco exagerado na actual situação do mercado imobiliário.

O Grupo Indotek realizou um dos maiores negócios do sector hoteleiro dos últimos 1-2 anos. A empresa de investimento comprou o hotel Sofitel no centro da cidade, bem como o histórico Gellért, por muitos considerado como o hotel mais elegante de Budapeste. A reconstrução do Sofitel acaba de começar e durará 2 anos, enquanto que a renovação completa do Gellért comprado por 80 milhões de euros começará também em breve.

Fonte: privatbankar.hu/

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