HERÓIS DO MAR EM BUDAPESTE: a primeira tormenta! – Crónica do Jogo

por Tiago Hipólito

A viagem dos “Heróis do Mar” em Budapeste começou, e a primeira “tormenta” apareceu. Portugal não entrou bem no Europeu de Andebol 2022, que decorre neste mês de Janeiro na Hungria e na Eslováquia.

Foi um jogo atípico, aquele que começou na sexta-feira à noite na MVM Dome Arena de Budapeste com cerca de 6500 espectadores: 1 só golo nos primeiros 5 minutos, levaria a pensar que este seria um jogo de pouco golos, puro engano. Portugal entrou com uma defesa bem agressiva e conseguiu equilibrar o jogo até ao minuto 18 da primeira parte, quando Salvador Salvador fez o 7-7 á altura. A partir daí, alguma falta de consistência defensiva e vários erros na zona dos 6 metros, por parte dos pivôs portugueses, fizeram com que a Islândia se distanciasse no marcador, chegando ao intervalo a vencer por uma diferença de 4 golos (10-14).

Nas  bancadas, do não muito cheio Pavilhão Multifuncional de Budapeste, os adeptos islandeses como é seu timbre, e em grande número, faziam a festa e davam mais cor a um jogo, que naquele altura lhes estava totalmente favorável: as habituais palmas pausadas, as pequenas bandeiras azuis e vermelhas e os suas “cornetas” faziam aquecer um pouco mais o ambiente de um pavilhão “morno”. Por seu lado, os Portugueses eram em muito menor número e menos organizados e, sempre a espaços, lá se via uma bandeira portuguesa agitar -se sempre que um dos nossos “Heróis do Mar” marcava um golo.

A segunda parte começou com a mesma toada com que havia terminado a primeira: com a Islândia ao ataque e a alargar vantagem: aos 9 minutos da segunda parte já vencia por 6 golos de diferença (14-20) uma vantagem que Portugal nunca conseguiu anular, mantendo-se o jogo sempre na diferença de 5-6 golos; para isso, também contribuiu muito a magnífica prestação do guarda-redes islandês Hallgrimsson, um “miúdo gigante” de 2,03 metros que, ora pelo ar, ora pelo chão ia travando os remates dos pontas e laterais portugueses. O equilíbrio da segunda parte (14-14), não chegou para Portugal levar de vencida uma forte seleção da Islândia, candidata a vencer o grupo, e o resultado final fixou-se nos 24-28, a favor dos islandeses. A celebração islandesa essa foi grande, os seus adeptos deram um verdadeiro “show”, e em comunhão com a equipa, proporcionaram um belo momento final, a fazer relembrar as celebrações “vikings” que tantas vezes se viram ser feitas, pela sua equipa de futebol.

Destaques individuais por Portugal: Victor Iturriza (pivô) e Rui Silva (Central), cada um com 4 golos foram os jogadores que mais se evidenciaram. Pela Islândia, Gudjonsson (lateral direito), foi com 7 golos, considerando o “Homem do Jogo”.

Com este resultado, Portugal está no último lugar do grupo, com os mesmos pontos da anfitriã Hungria (perdendo na diferença de golos), esse mesmo adversário que este Domingo enfrenta, pelas 18:00 na Arena Dome, em Budapeste. Dizer que é crucial este jogo é pouco, é uma autêntica “final” para os “Heróis do Mar”, que encontrarão seguramente um ambiente bastante “hostil” de 20 000 húngaros a apoiar a sua equipa. Prevê-se um jogo emocionante e quente, e uma derrota, muito provavelmente ditará o “adeus” de uma destas Seleções ao Europeu: esperemos que desta vez vença o melhor (como costumam dizer os húngaros), e que essa equipa no domingo seja Portugal.

Crédito da Imagem: Federação Portuguesa de Andebol


Tiago Hipólito
15.01.2022

 

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