FMI revê em alta, o crescimento da economia húngara e corta crescimento da economia portuguesa para 2021

por LMn | MTI

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu a sua previsão para o crescimento da economia húngara este ano na sua Previsão Económica Mundial da Primavera.

De acordo com o World Economic Outlook, abril de 2021, publicado no website do FMI na terça-feira, o produto interno bruto (PIB) da Hungria poderá crescer 4,3 por cento este ano e 5,9 por cento ainda mais no próximo ano.

Nas suas previsões de outubro, o FMI ainda esperava que a economia húngara crescesse mais modestamente 3,9% este ano.

No ano passado, o desempenho da economia húngara caiu 5 por cento.

A última previsão de abril do FMI, que atualiza os dados de outubro, refere que a inflação média anual na Hungria poderá subir para 3,6% este ano, contra 3,3% no ano passado, mas cair para 3,5% no próximo ano. A taxa esperada de inflação dos preços no consumidor para este ano foi aumentada em 0,2 pontos percentuais em relação aos 3,4 por cento estimados em outubro.

Na balança corrente, espera-se que o rácio défice/PIB seja menor do que anteriormente previsto, de acordo com os analistas do FMI. De acordo com a última previsão, o défice da balança corrente poderá ser de 0,4% do PIB este ano, abaixo dos 0,2% do ano passado e inferior ao défice de 0,9% estimado em outubro. O défice do próximo ano foi estimado em 0,3 por cento pelo FMI.

A taxa de desemprego poderia ser de 3,8% este ano, abaixo dos 4,1% do ano passado e bem abaixo dos 4,7% projetados em utubro para 2021. No próximo ano, a taxa de desemprego na Hungria poderá cair para 3,5%, de acordo com os cálculos do FMI.

FMI corta crescimento da economia portuguesa para 3,9% este ano, abaixo da média da zona euro

As projeções do FMI colocam o PIB português a crescer abaixo da zona euro este ano, num cenário que se inverte em 2022, com a economia portuguesa a recuperar 4,8%. Instituição presidida por Kristalina Georgieva vê taxa de desemprego em Portugal a subir para 7,7%.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê uma expansão de 3,9% da economia portuguesa este ano e de 4,8% para 2022. As projeções constam do World Economic Outlook, publicado esta terça-feira, e revelam um corte face ao último relatório, quando apontava para um crescimento de 6,5% este ano, colocando o PIB português a crescer abaixo da zona euro em 2021, num cenário que se inverte no próximo ano.

A instituição presidida por Kristalina Georgieva cortou as projeções de expansão do PIB português para este ano em 2,6 pontos percentuais face às projeções divulgadas em outubro. Depois da contração do PIB de 7,6% no ano passado, continua a prever uma recuperação, mas menos pujante.

Segundo as estimativas da instituição de Bretton Woods, a economia portuguesa irá crescer abaixo dos 4,4% projetados para a zona euro. No entanto, em 2022 a tendência inverte-se, com o FMI a projetar uma expansão de 3,8% nos países da moeda única.

Entre as principais economias europeias, o FMI vê o PIB alemão a crescer 3,6% este ano e 3,4% no próximo ano, o francês 5,8% este ano e 4,2% em 2022 e o italiano 4,2% este ano e 3,6% em 2022. Já para Espanha, o FMI prevê uma recuperação de 6,4% este ano e de 4,7% no ano seguinte.

FMI estima taxa de desemprego de 7,7% este ano

No cenário conhecido esta terça-feira, o FMI prevê que taxa de desemprego em Portugal se fixe em 7,7% este ano e recue ligeiramente para 7,3% em 2022, depois de se ter fixado em 6,8% no ano passado. Para a zona euro, o FMI prevê uma taxa de desemprego de 8,7% este ano e de 8,5% em 202.

Já a taxa de inflação em Portugal deverá aumentar para 0,9% este ano e 1,2% em 2022, após ter atingido -0,1% em 2020, enquanto na zona euro deverá ser de 1,4% este ano e 1,2% em 2022.

A atualização do FMI surge a poucos dias da entrega do Programa de Estabilidade pelo Governo, que deverá atualizar o cenário macroeconómico que será entregue na Assembleia da República e enviado para Bruxelas até dia 15 de abril.

Fonte: MTI e Jornal Económico

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