Financial Times: Os franceses vão pôr fim à amizade nuclear de Putin-Orbán?

por LMn
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Claro que o PM Viktor Orbán ou o Presidente russo Putin nunca disseram que eram amigos. Mas, entre outros, encontraram-se todos os anos antes da guerra na Ucrânia, e os russos conseguiram o projeto de ampliação da central nuclear de Paks por muito dinheiro.

Além disso, o governo húngaro continua a falar da importância da paz, o que momentaneamente significa que os ucranianos devem depor as suas armas e aceitar a invasão russa. Irão os franceses pôr fim ao bom relacionamento dos dois líderes?

Hungria-Rússia: uma relação especial Orbán e o seu governo condenaram a invasão russa na Ucrânia, mas sublinharam sempre as legítimas reivindicações de segurança da Rússia e do Presidente Putin.

Eles votaram a favor de todas as sanções da UE, mas conseguiram retirar alguns empresários e clérigos russos das listas de sanções da UE.

Os aliados ocidentais continuam a falar sobre a importância da entrega de armas à Ucrânia. Entretanto, Orbán disse que a Hungria nunca transportaria armas para Kiev porque Budapeste não quer agravar o conflito.

As vozes sobre a separação dos fornecimentos de energia russos são as mais fortes do Ocidente, mas a Hungria continua a comprar petróleo e gás russo, apesar de o preço de compra ser muito elevado.

No entanto, parece haver algumas fissuras na relação húngaro-russa. De acordo com o Financial Times, a Hungria iniciou negociações com a França.

O objetivo é substituir os russos pelos franceses relativamente ao projeto de ampliação da central nuclear de Paks, escreveu o jornal britânico.

Viktor Orbán encontrou-se com Emmanuel Macron na semana passada em Paris, e discutiram uma cooperação nuclear e o estado do projeto de extensão. Altos funcionários governamentais disseram ao FT que o governo húngaro começou a repensar o projeto, que custa 12 mil milhões de euros, financiado a partir de um empréstimo russo.

Além disso, os parceiros são a Rússia e a Rosatom do país, escreveu 24-hu. Um subcontratante do gigante nuclear russo na Hungria é a empresa francesa fabricante de reatores, Framatome, que irá entregar o sistema de controlo da nova central em cooperação com a alemã Siemens.

Péter Szijjártó, ministro dos negócios estrangeiros e comércio da Hungria, anunciou que o gabinete gostaria de aumentar o papel da empresa francesa no projeto. Curiosamente, a Hungria e a França vetaram em conjunto as sanções diretas da UE contra a Rosatom. Mas o Financial Times diz que a pressão está a aumentar a esse respeito.

O diretor político acrescentou que a alteração dos planos originais iria empurrar o projeto de volta por anos. Contudo, os especialistas acreditam que quanto mais tempo durar a guerra e as sanções, mais provável se torna o fim da participação russa.

Contudo, ainda não é claro se isso significa um novo parceiro ou uma nova fábrica. Um funcionário francês destacou que ambos os lados estão abertos a uma cooperação mais estreita. Mas ninguém sabe como é que essa intenção se concretizaria.

 

Fonte: Financial Times via DailyNewsHungary

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