Festival de Marionetas de Ovar com companhias de 9 países em 18 espetáculos gratuitos

por admin

A 8.ª edição do Festival Internacional de Marionetas de Ovar (FIMO) arranca na sexta-feira e, até domingo, levará a diferentes espaços dessa cidade do distrito de Aveiro várias apresentações gratuitas de 18 espetáculos por companhias de nove nacionalidades.

O evento é organizado pela Junta da União de Freguesias de Ovar, São João, Arada e São Vicente de Pereira, que reforçou a programação de 2022 com “três dias repletos de espetáculos” e com a participação de mais companhias estrangeiras do que vinha sendo habitual.

“O FIMO 2022 vai ganhar uma outra dimensão graças ao empenho da equipa organizadora, que conseguiu trazer até nós algumas das melhores companhias mundiais, entre as quais estarão representados nove países”, declarou à Lusa o presidente da Junta, Bruno Oliveira.

O objetivo da iniciativa continua a ser “dinamizar os espaços públicos da cidade” e criar motivos de atração tanto para a população local como para turistas e outros visitantes.

“Falar do FIMO é imaginar as ruas e praças do centro de Ovar povoadas de artistas de várias proveniências e culturas, em constante envolvência com a comunidade, e assim converter espaços comuns em palcos improvisados”, defendeu o autarca.

Entre as propostas dos três dias de festival, que começa sempre entre as 09:30 e as 10:00 para terminar às 00:00 ou 01:00, incluem-se as companhias portuguesas Marionetas Rui Sousa, Historioscópio, Universo Paralelo, Mãozorra e Contacto, assim como o artista Bruno Gama.

A primeira dessas formações apresentará no FIMO teatro de robertos e uma criação sobre “Fios Mágicos” que sustentam desde músicos de rock até vampiros, enquanto a Historioscópio vai explorar numa “Caixa de nove lados” uma história desenrolada entre acessórios de costura e a Universo Paralelo irá dedicar-se a “Uma caravela desconhecida”, retirando inspiração do “Conto da Ilha Desconhecida” escrito por José Saramago.

A companhia Mãozorra, por sua vez, vai recorrer a uma carrinha para levar o público numa “Viagem” por desejos íntimos que surgem em determinados momentos do quotidiano, sendo que a Contacto aplicará “Azul colorido” num enredo sobre a plantação de um jardim e Bruno Gama terá em cena um “Circo musical”.

Quanto às companhias estrangeiras, são 11, começando pela espanhola La Fam, cujo espetáculo levará a circular pelas ruas de Ovar um “Aquiles” com mais de cinco metros de altura e quase 800 quilos.

Também de Espanha estarão no FIMO os coletivos Tiritantes e Fantoches Baj. O primeiro vai conduzir “Ulterior El Viaje”, um desfile sobre uma viagem ao futuro com máquinas do tempo e o segundo encenará “Auga que non vas beber”, uma comédia musical com canções da tradição comum à Península Ibérica.

Por espaços como o parque urbano, o chamado Largo do Neptuno e a praça do tribunal vão ainda passar produções de outras seis companhias, entre as quais a polaca Theatre Marionbrand e a alemã Kabaré Púpala.

Já os marionetistas do Brasil trarão a Ovar “Metamorfose”, em que o Grupo Ereoatá Teatro de Bonecos conta a história de um “senhor sertanejo vivendo as dificuldades da seca que assola o sertão”, e os de Itália chegam com “Mettici il cuore / Põe coração nisso”, com que a companhia Nina Theatre desvenda o conteúdo de uma mala e dá vida ao que lá encontra.

O Chile far-se-á representar com o Teatro Hugo & Inês, cujos marionetistas vão criar uma “Body Rhapsody / Rapsódia Corporal” ao transformarem partes do seu corpo em diferentes personagens, e a Argentina marcará presença com duas produções: o espetáculo “Psicorock”, em que a companhia Marionetas Viajeras recorre a personagens de corda reconhecíveis por toda a família, e a performance “La semilla / A semente”, em que a La Pajarera aborda riscos que se colocam a espécies em vias de extinção.

De serviço na edição de 2022 do FIMO estarão ainda os artistas suíços do coletivo Zoazola, cujo espetáculo “Robot” vai cruzar cenários do futuro com um campo de concentração e uma figura em cadeira de rodas, propondo assim uma “visão artística partilhada de um mundo intolerante e injusto”.

AYC // TDI

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