Exportações de frutas, legumes e flores aumentam 16% até junho para 939 ME

por LMn | Lusa
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As exportações de frutas, legumes e flores aumentam 16% até junho, para 939 milhões de euros, divulgou a Portugal Fresh, pedindo ao Governo para travar a escalada de custos, pois as medidas adotadas não permitem concorrer com Espanha.

“Todas as medidas até agora anunciadas pelo Governo são exíguas face às adotadas em Espanha, o maior concorrente de Portugal a nível da produção”, avisa a Associação para a Promoção das Frutas, Legumes e Flores de Portugal em comunicado, adiantando que até junho as exportações cresceram 16% em valor e 14% em volume, respetivamente, para 939 milhões de euros e para quase 805 mil toneladas.

A Portugal Fresh apela ainda para uma “distribuição mais justa do valor da produção” na cadeia agroalimentar, com uma “melhor remuneração” aos produtores.

Quanto aos países de destino das exportações nacionais, indica que a Espanha é o maior comprador de frutas, legumes e flores portugueses, com 29% do total exportado, seguindo-se a França (13,5%) e Países Baixos (13,5%), Alemanha (8,5%) e o Reino Unido (7,8%).

No cenário global, a União Europeia é o principal mercado do setor e representa 81% do valor total das exportações.

No entanto, se analisado o preço por quilograma (kg) dos produtos exportados, os resultados mostram que o “crescimento não é suficiente para compensar o aumento dos custos e a inflação”, lê-se no comunicado.

É referido também que o valor por quilograma no primeiro semestre aumentou apenas 1,3%.

Para o presidente da Portugal Fresh, Gonçalo Santos Andrade, estes “resultados recorde” ao nível das exportações de frutas, legumes e flores.

No entanto, entende que estes resultados “só poderão ser mantidos” com o reforço das iniciativas de promoção internacionais, do investimento na produção e com uma “verdadeira valorização” deste setor, que é “estratégico para a economia” nacional.

Apesar de dizer que os indicadores “são positivos”, adverte para o facto de não se poder esquecer que o setor agroalimentar “enfrenta uma crise sem precedentes” com a subida nos custos da energia, combustíveis, fertilizantes e outras matérias-primas.

Simultaneamente, a seca extrema, que tem afetado o país de norte a sul “está, atualmente, a prejudicar a produtividade e os calibres” da maioria das frutas e legumes, adianta o responsável.

Para Portugal Fresh é preciso “colmatar os efeitos da seca” que atinge todo o território nacional, é igualmente urgente a modernizar os aproveitamentos hidroagrícolas, bem como criar charcas e barragens, “vitais” para ultrapassar os impactos das alterações climáticas.

“Os produtos portugueses têm muita procura no mercado internacional e se não renovarmos e modernizarmos os perímetros de rega existentes e criando novos, os países na latitude sul da Europa irão aproveitar a nossa falta de estratégia para o regadio”, avisa Gonçalo Santos de Andrade.

A Portugal Fresh tem em curso um Projeto Conjunto de Internacionalização 2022/2023 apoiado pelo Portugal 2020 – Programa Operacional Competitividade e Internacionalização, que contempla um investimento global de 948.900,85 euros, financiado em 54% pelo FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

JS // CSJ

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