Estes foram os maiores escândalos na Hungria em 2020

por LMn

Embora quando pensamos em 2020, muito provavelmente o associamos ao coronavírus, na Hungria também tivemos outros acontecimentos que são difíceis de esquecer. 

Vejamos os maiores escândalos húngaros de 2020, recolhidos pela HVG.

Compensação de crianças segregadas

Após terem sido segregadas numa escola em Gyöngyöspata, as crianças ciganas deveriam ter recebido 100 milhões de HUF (300.000 euros) como compensação. O governo húngaro, contudo, sugeriu que as crianças deveriam ser compensadas com uma educação adequada. Finalmente, o Supremo Tribunal da Hungria declarou que o montante teria que ser pago, apesar de Viktor Orbán ter afirmado que dar dinheiro por nada é profundamente injusto.

O caso da pornografia infantil de Gábor Kaleta

O antigo embaixador da Hungria no Peru recebeu uma pena suspensa de um ano e uma multa de 540.000 HUF (1.478 euros) por posse de 19 mil fotografias de pedofilia. Kaleta confessou tudo no julgamento, enquanto que o raciocínio do seu advogado incluía que Kaleta é uma pessoa profundamente religiosa que pratica a sua fé regularmente. A família de Kaleta foi naturalmente profundamente abalada pelo caso.

Escândalo do iate do Ministro dos Negócios Estrangeiros Péter Szijjártó

Embora o lema do Primeiro-Ministro Viktor Orbán para o Verão fosse “Mais Balaton, menos Adria”, encorajando destinos de férias na Hungria, o Ministro dos Negócios Estrangeiros Péter Szijjártó foi apanhado a bordo de um iate de 20 milhões de euros. Os políticos, contudo, não estão autorizados a aceitar presentes superiores ao montante dos seus salários. Szijjártó, ao mesmo tempo, colocava fotografias e posts nas suas páginas das redes sociais como se estivesse a trabalhar no seu escritório no ministério.

O caso do Índex.hu

Como resultado de um plano de reestruturação por parte da empresa-mãe, segundo os jornalistas, a liberdade do Index.hu, o site de notícias mais lido da Hungria foi posta em causa. Depois de o editor chefe Szabolcs Dull ter sido despedido, quase toda a equipa apresentou a sua demissão. Em Budapeste, milhares de pessoas protestaram, quer pelo Index, quer pela liberdade de imprensa em geral.

Protestos da SZFE

Depois de uma nova fundação criada pelo governo ter assumido s direito de gerir a Universidade Húngara de Teatro e Artes Cinematográficas, a direcção da SZFE demitiu-se, alegando que tinha perdido a sua autonomia. Isto resultou numa série de protestos e greves de estudantes e outros apoiantes, com o lema: “SZFE livre”. Os protestos tiveram de parar devido às restrições do coronavírus, mas o caso ainda está em curso, e o futuro é uma incógnita.

Dóra Dúró, membro do parlamento húngaro, desfaz um livro infantil

Dóra Dúró rasgou um livro infantil numa conferência de imprensa, afirmando que promove propaganda homossexual. Dúró ficou ofendido com as personagens homossexuais do livro. O comentário de Viktor Orbán sobre o caso foi que a Hungria é paciente em relação à homossexualidade, mas de uma vez por todas, “eles devem deixar os nossos filhos em paz”.

Orbán vs George Clooney

Depois de George Clooney ter mencionado Orbán numa entrevista sobre o ódio no mundo, a reacção dos meios de comunicação pró-governo na Hungria foi que ele é um aliado ao serviço do multimilionário judeu-americano de origem húngara George Soros.

O Eurodeputado do Fidesz Tamás Deutsch e a Gestapo

O Eurodeputado Tamás Deutsch comparou os métodos de Manfred Weber, político democrata cristao da Baviera e presidente do Grupo Parlamentar do PPE-Partido Popular Europeu à Gestapo, razão pela qual o membro austríaco do PPE, Othmar Karas iniciou o processo da sua expulsão do Partido Popular Europeu. Deutsch pediu desculpa e pôde permanecer no PPE, mas os seus direitos políticos foram-lhe retirados.

O escândalo sexual do Eurodeputado József Szájer

O escândalo sexual do Eurodeputado József Szájer estourou já quase no final do ano. Em Bruxelas, Szájer participou numa orgia gay durante as restrições ao recolher obrigatório. Após a chegada da polícia ao local, Szájer tentou fugir pelo algeroz  mas foi apanhado com drogas na sua mochila. Szájer, considerado o pai da Lei Fundamental (Constituição) bastante restritiva para com os homossexuais, pediu desculpa, demitiu-se do seu lugar no Parlamento Europeu e do Fidesz, de que era um dos seus fundadores.

 

Fonte: HVG

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