Era o maior iceberg do mundo mas passa a ser só “gigante” depois de perder 18km de gelo

por LMn
O “incidente” aconteceu na Atlântico Sul, perto de território britânico entre a Antártica e a Argentina, e há imagens que mostram o novo pedaço de gelo que se separou daquele que deixa de ser o maior iceberg do mundo, agora aproximadamente com 3.700 km2.

Os satélites da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) têm sidos usados para rastrear aquele que agora deixa de ser o maior iceberg do mundo na sua jornada desde 2017, quando se “descolou” da Antártida. Sabe-se agora que está mais pequeno, ao “perder” pelo menos 18 km de pedaço de gelo numa “pequena colisão” perto da ilha Geórgia do Sul, território britânico no Atlântico Sul.

As imagens foram captadas pelo satélite  Copernicus Sentinel-3, que antes já tinha revelado que nas últimas semanas o iceberg, designado por A-68A, se moveu de “forma alarmante” para perto da ilha remota da Geórgia do Sul, com os cientistas a temerem que pudesse pousar nas águas rasas da costa e ameaçar a vida selvagem.

O que se sabe agora é que o iceberg se deslocou no sentido dos ponteiros do relógio, movendo uma extremidade do iceberg para perto da ilha e em águas pouco profundas. O iceberg raspou no fundo do mar, com menos de 200 metros de profundidade, fazendo com que se partisse uma enorme parte de gelo numa das extremidades.

O novo pedaço de gelo tem cerca de 18 km de comprimento e 140 km2, aproximadamente o mesmo tamanho da cidade de Sevilha, em Espanha. Nas imagens é possível vê-lo separado do iceberg A-68A.

Quanto ao iceberg principal A-68A, tem agora aproximadamente 3.700 km2 e um comprimento de cerca de 135 km. Tendo perdido muitos outros pedaços de gelo nas últimas semanas, o A-68A perde agora o seu título de maior iceberg do mundo. O primeiro lugar passa para o iceberg A-23A, que atualmente está “preso” no Mar de Weddell, perto da Antártida, com um tamanho de quase 4000 km2.

Ainda não é clara a rota do iceberg principal A-68A. Seguindo as correntes, a ESA fala na possibilidade de continuar a sua jornada perto da ilha da Geórgia do Sul como muitos outros icebergs anteriores fizeram no passado, movendo-se para sudeste, antes de virar para o norte.

Fonte: https://tek.sapo.pt/

 

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