Entre Lisboa e Budapeste – A Arte da Imagem e as Palavras da Poesia. Fotografia de Boglárka Huszár e Poema de Pedro Assis Coimbra (VI)

por Pedro Assis Coimbra
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Cacilheiro

No cacilheiro para Lisboa
Há um baloiçar de criança
das ancas do sol
nos olhos cinzentos da água.

Nos meus olhos
só há luz para iluminar
os lagartos aquáticos
que povoam o teu ventre.

As taças de pudim caseiro
que tu cozinhaste
para os gatos gulosos
dos meus dedos nos teus seios
de açúcar queimado.

Lisboa, 27.7.1980
In “A Poesia na Viagem – Metáforas do Vento” do livro “As Palavras que Ficaram”

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